A Fundação do Meio Ambiente do Estado (Fatma) envia esta semana uma enxurrada de multas para o setor de tecnologia como operadoras de telefonia celular, instaladoras de antenas, empresas de rádio, TV e Internet no Estado. São mais de 2 mil autuações que somam multas no valor de R$ 370 milhões. As razões dessas notificações são por atraso no pagamento da licença ambiental e instalação de antenas sem a licença.

Conforme a fundação, a operadora Oi vai receber o maior número de autuações: 564. Em segundo lugar está a Vivo com 545; depois vem a Claro com 445, seguida pela Tim com 341 e a nextel com 93. O valor para cada notificação é de R$ 180 mil e tem como base a Portaria 170 feita em conjunto entre a Fatma e a Polícia Militar Ambiental, e o Decreto Federal nº 6514/2008.  O levantamento das empresas começou a ser feito pela Fatma em agosto do ano passado. 

De acordo com a Fundação, a maioria das punições vai ocorrer em função de atrasos na renovação da licença. É que elas vencem a cada quatro anos e como é um tempo longo, muitos acabam esquecendo. 

Diante da surpresa com tamanha punição, tudo indica que as operadoras deverão recorrer ou tentar algum tipo de negociação.

Leia as outras notas de Estela Benetti da edição do DC desta terça-feira:

Tolerância zero para álcool no trânsito

O deputado federal Jorginho Mello vai incluir no regime de urgência do Congresso Nacional o projeto de lei que prevê tolerância zero para crimes de trânsito causados por alcoolismo.A sugestão, que estava sendo encaminhada via emenda popular, foi proposta pelo jurista Sérgio Back, presidente da Câmara Internacional de Mediação e Arbitragem, a Sensatus. Entre as penalidades propostas, que serão avaliadas pelo parlamento, estão a prisão do motorista na hora e leilão do veículo caso seja provada a culpa. O valor do carro iria para uma indenização às pessoas feridas. Conforme Back, as perdas com acidentes são incontáveis. Segundo a Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes de Trânsito, em 2014 o seguro nacional DPVAT pagou 52.200 indenizações por morte e 596 mil por invalidez. 

Cidades investem

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas cidades, o Badesc liberou ontem R$ 18,7 milhões para 13 prefeituras do Estado. Participaram do evento na sede do banco, em Florianópolis, o governador Raimundo Colombo e os 13 prefeitos, juntamente com o presidente da instituição, José Caramori. Os contratos integram o programa Badesc Cidades. O maior, de R$ 5 milhões, foi para Garopaba, que usará os recursos para pavimentar ruas.

Fórum do transporte

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de SC (Fetrancesc), Pedro Lopes, foi reconduzido como integrante do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC) do Ministério dos Transportes. A decisão foi da Confederação Nacional do Transporte e do Fórum criado ano passado para buscar soluções de consenso para o setor.O  presidente da Federação das Empresas de Transporte de São Paulo (Fetcesp), Flávio Benatti, também foi reconduzido. Lopes diz que uma das prioridades são os pontos de parada para motoristas.  

Eleição na Celesc

São três os candidatos a diretor comercial da Celesc, em votação que será realizada nos dias 11 e 12 deste mês. A vaga é disputada por Eduardo Cesconeto de Souza, 38 anos; Dilson Oliveira Luz, 54 anos; e Claudio Varella do Nascimento, 29 anos. Cesconeto é o atual diretor. O vencedor fica no cargo por três anos. Quinta-feira, às 14h, com transmissão via internet, eles participarão de um debate promovido pela Associação dos Profissionais da Celesc (APC). 

Nexxera no Pacto Global da ONU

O Grupo Nexxera,de Florianópolis,líder nacional em transações eletrônicas financeiras e mercantis, passou a ser signatário do Pacto Global das Nações Unidas (ONU). Trata-se de iniciativa em que empresas se comprometem a cumprir 10 princípios definidos pela organização e já é considerada a maior iniciativa em sustentabilidade corporativa voluntária do mundo.Desde 2008, por meio do Instituto Nexxera, os principais pilares da sustentabilidade social, econômica e ambiental são trabalhados pela empresa de SC. Mais de 3 mil pessoas já foram impactadas pelo instituto. 

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