Startup combate Aedes aegypti com tecnologia Jose Luiz Somensi, divulgação/

Equipes vencedoras do Social Good Lab

Foto: Jose Luiz Somensi, divulgação

A startup social que obteve o primeiro lugar no programa Social Good Lab 2016 é a Communitor, de Minas Gerais, que lançou um software que permite mapear larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de vírus causadores de doenças como a dengue, chikungnuya e zika e, assim, facilitar o combate ao inseto. O resultado foi apresentado sábado, no final do Festival Social Good Brasil, realizado na Acate Primavera, em Florianópolis. Dois projetos ficaram em segundo lugar, o Connecting Food, que usa aplicativo para aproximar quem doa alimento de quem precisa porque ainda há 25 milhões de pessoas passando fome no Brasil; e o Cientista Beta, que incentiva jovens a fazer pesquisas para melhorar o mundo. O quarto lugar ficou com a startup Surdos para Surdos, de Joinville que aproxima surdos de professores capazes de auxiliá-los porque há 5,7 milhões de brasileiros surdos ou quase surdos. Na foto, os representantes das equipes vencedoras. Foram mais de 750 votos e todas equipes rebeberam capital semente para investir. Os valores variaram de mais de R$ 10 mil até R$ 15 mil ao projeto vencedor. 
 
Prefeituras podem solicitar o serviço da Communitor
Como o verão está aí e as pessoas estão muito preocupadas com os riscos do mosquito Aedes aegypti, a startup Communitor pode atender as demandas de municípios interessados por preço acessível. Segundo o gestor da empresa,  Roberto Novaes, a tecnologia é muito escalável. São usadas paletas de madeira e água com cheirinho para atrair os mosquitos e, a cada semana, essas paletas são retiradas e escaneadas para ver se as larvas são do mosquito perigoso. Prefeituras interessadas em adotar o sistema podem fazer contato com a Communitor pelo portal ou pelo telefone 31-3273-1530, de Belo Horizonte.

 Vale destacar que este é o primeiro software do mundo que monitora rapidamente ovos desse mosquito que transmite várias doenças e tem se espalhado rapidamente em diversos países. Segundo a Fiocruz, os ovos do Aedes aegypti, que medem cerca de 0,4 milímetro, adquirem resistência rapidamente ao ressecamento. Podem ser transportados a grandes distâncias e sobrevivem por até 450 dias (um ano e três meses) em ambiente seco. 

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