Daniela Tombini, a grife do centro de Santa Catarina Gustavo Felix/Divulgação

Foto: Gustavo Felix / Divulgação

Com indústria têxtil no DNA, a empresária Daniela Tombini desenvolveu em Caçador uma grife de renome nacional. A marca que leva o nome da empreendedora começou há 23 anos com chinelos e hoje atua com pijamas, lingerie, linha praia e casual, vai estrear em fitness e lançará lojas próprias. O marido José Tombini, os filhos André Luiz e Eduardo também atuam na empresa. Confira a entrevista com o casal (foto). 

Como foi o início da marca Daniela Tombini?

Daniela Tombini – Sou natural de Brusque. Cresci no meio da costura. Os familiares do meu pai tinham indústria têxtil (Companhia Lorenz, em Indaial) e os da minha mãe tinham malharia. Meu pai é médico, mas muita roupa de hospital se fazia em casa. Eu sempre gostei de costura e de criar produtos. Quando casei com o José e mudei para Caçador, pensei em começar alguma coisa. Achei difícil abrir uma confecção. Mas um dia ganhei de aniversário um chinelo de tecido. Aí decidi fazer chinelos. Costurava em casa, numa máquina simples.

 O que ajudou a empresa?

Daniela - Quando cheguei na cidade, trabalhei de tradutora de alemão para a Viposa, empresa  que exporta couros. Ela também faz calçados industriais e me ajudou muito na modelagem dos chinelos. Passei a vender para São Paulo e a fazer roupões com zíper. Aí uma cliente paulista pediu para eu produzir pijamas. Passei a fazer camisolas de luxo e a conquistar mais clientes. Eu fazia quase tudo sozinha, com qualidade. Isso me abriu caminhos.

 Como está a empresa hoje?

Daniela - Além dos assessórios (chinelos e bolsas), fazemos pijamas femininos e masculinos, lingerie, homewear, resort (passeio e praia) e vamos lançar ano que vem uma linha fitness, a Vívame by Daniela Tombini. Estamos sempre inovando. Empregamos 280 pessoas e fazemos tudo na nossa fábrica. A marca está em 1,2 mil pontos de venda no país, exportamos um pouco para o Paraguai e Uruguai e estamos iniciando um trabalho em Miami. Anos atrás, exportamos pijamas para judeus de Nova York. Um novo plano nosso é uma rede de lojas. Abrimos a primeira em Caçador.

 A crise afeta muito os negócios?

Daniela - Tivemos queda de produção e conseguimos manter o nível de faturamento este ano. A crise é muito profunda, não só econômica, mas também de valores.

De que forma usam a tecnologia?

José Tombini- Temos tudo integrado por um sistema da Totvs. Para a área têxtil, ajudamos a desenvolver a tecnologia. Nosso cliente entra no site, faz pedido e no outro dia o produto é despachado se tiver no estoque.

 O que vende mais pela internet?

José – Bem. Mudamos a plataforma de tecnologia. Vendemos mais pijamas pela internet e os modelos que mais saem são o P, extra G e G. Já nas lojas físicas, saem mais o M e o G.

 A família trabalha na empresa. Como distribuem as atividades?

Daniela - Eu cuido mais da parte de criação, o José i (engenheiro civil) faz a gestão e os filhos André Luiz e Eduardo (engenheiros mecânicos) também começaram a trabalhar conosco. A nossa filha, Gabriela, mais nova, vai se formar em moda na Udesc. Também vai se integrar à nossa equipe.

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