Oeste do Estado cobra outra aduana com a Argentina Sirli Freitas/Agencia RBS

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Os negócios entre Santa Catarina e Argentina podem ser potencializados na divisa do Estado com o país vizinho se for instalada uma alfândega na cidade catarinense de Paraíso, que seria a segunda na longa divisa entre o Estado e o país vizinho, fazendo a ligação com a localidade de San Pedro, na província de Misiones, via Ruta 27. É que a alfândega de Dionísio Cerqueira, a mais de 100 quilômetros de Paraíso, que faz a conexão com a cidade de Bernardo de Irigoyen, também na província de Misiones, não atende uma parte da demanda de tráfego para acesso de produtos e turistas. Para cobrar do governo brasileiro uma nova ponte sobre o rio Peperiguaçu e uma unidade oficial de fronteira, uma comitiva com representantes do governo de SC, de entidades do setor produtivo do Oeste e do Sebrae/SC terá reunião dia 8 de fevereiro, em Brasília, com executivos dos ministérios de Agricultura e Relações Exteriores. 

Para o agronegócio do Oeste, uma ponte de maior porte na divisa entre Paraíso e San Pedro (a atual é só para veículos leves) permitirá importar milho da Argentina e Paraguai fazendo uma distância de apenas 200 quilômetros, enquanto hoje é preciso andar 2,4 mil quilômetros para trazer o cereal do Centro-Oeste do Brasil. Outro setor que seria beneficiado é o turismo. A aduana argentina em San Pedro, junto à Ruta 27, uma importante rodovia do país vizinho, registra uma média anual de 1,5 milhão de turistas argentinos que entram em SC pela via, mas o lado brasileiro não tem esses dados. Além de turismo, muitos vêm para fazer compras no comércio de São Miguel do Oeste e em outras cidades da região.

Essa movimentação maior via Paraíso subiu desde 2010, quando o governo catarinense concluiu a ligação asfáltica entre Paraíso e São Miguel do Oeste, cerca de 30 quilômetros. Seria bom que essa ponte fosse feita para SC não ficar de costas para o país vizinho.

Recursos hídricos
Convênio entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e a UFSC para elaborar os planos de recursos hídricos das bacias hidrográficas dos rios da Grande Florianópolis foi assinado nesta terça-feira, na universidade. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Carlos Chiodini, o planejamento permite os melhores resultados econômico, social e ambiental. Serão investidos R$ 1,9 milhão no projeto.

Desafios da greve
Lamentável que na terceira semana de mandato, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, já enfrente uma greve dos servidores. Mas o movimento iniciou porque as categorias sentiram que não teriam tempo para negociar pontos que consideram importantes. O presidente do sindicato dos servidores, Alex Santos, observa que é preciso mais gestão. Ele questiona, por exemplo, determinados contratos de terceirização, como o de limpeza.  

Nova queda
O volume de serviços em Santa Catarina teve queda de 2,2% em novembro do ano passado frente ao mês anterior, outubro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Na comparação de novembro com o mesmo mês do ano anterior, houve uma retração de 9,9%. De janeiro a novembro, os serviços tiveram queda de 7,9% em SC.

Acompanhe as publicações de Estela Benetti

Polêmica de Trump com produção da BMW pode atingir SC

Grande Florianópolis ganha espaço de saúde com preço acessível

44 indústrias aguardam acesso a gás natural em SC

 Veja também
 
 Comente essa história