Com a chegada do verão, muitos turistas visitam a Ilha de Santa Catarina, um dos destinos preferidos para férias no país. Uma parte se encanta e planeja morar na Capital. A surpresa da maioria é com o alto custo de vida, que inclui alimentação, moradia e transporte. Na última semana, o Dieese informou que a cidade fechou 2016 com a segunda cesta básica mais cara do Brasil, R$ 453,8, que teve alta de 7,01% frente ao ano anterior. O Índice de Preços ao Consumidor calculado pela Udesc Esag, que mede a inflação do município, fechou o ano passado com alta de 7,10%, acima da inflação do Brasil, que pelas estimativas do mercado subiu 6,38% em 2016.

Florianópolis também tem o combustível mais caro de Santa Catarina enquanto os donos de postos explicam que o valor do aluguel do terreno onde estão os postos pesa para esse custo maior. E como é uma ilha, os imóveis na região insular, tanto para locação quanto para compra, custam de 30% a 40% mais. Para o coordenador do IPC da Esag, Hercílio Fernandes, uma das razões da alta inflação é a sazonalidade de alimentos in natura, o que exige muita compra em São Paulo. Ele reconhece que outros fatores como o fato de Florianópolis ser uma cidade turística e de ter muitos funcionários públicos (que ganham bem), acabam motivando diversos estabelecimentos a praticarem preços maiores. A cidade mudou, tem mais moradores de menor renda, por isso é preciso abandonar esses conceitos de décadas atrás. E quem quer mudar para a Capital de SC precisa levar em conta o custo de vida mais elevado.

Vitrine de marcas no verão
Dois grandes projetos da RBS SC trazem alegria e qualidade de vida para o verão do Estado a partir deste sábado: o Floripa Tem, focado na Capital, e o Conexão Verão, com programação em diversas cidades catarinenses. Marcas nacionais e estaduais estão apoiando essas atividades. O Floripa Tem atraiu a Devassa, Intimus, Kibon, McDonald’s, Shaefer Yachts, Santander, Imperatriz e Fuit-Tella. E o Conexão Verão conta com a parceria do Sicoob, Kia Power Imports, Drogaria Catarinense e UniSociesc.

Presídios e tecnologia
As duas chacinas ocorridas nos presídios do Amazonas e Roraima, que horrorizaram o Brasil e o mundo nos últimos dias, poderiam ter sido evitadas. As ações preventivas deveriam ser tomadas a partir das informações das polícias responsáveis. Nunca o setor teve tanta tecnologia disponível, nunca escutou tanto conversas de todos. Só faltou prevenir. É lamentável que o Estado brasileiro, depois de pecar na falta de educação de qualidade para todos, dê pouca atenção à vida de detentos.

Banho de energia
Para que moradores da região mais fria de Santa Catarina, a Serra, tenham mais conforto no inverno com menos gasto de luz, a Celesc oferece a eles o programa Banho de Energia, que integra suas ações de eficiência energética. Ele oferece instalação gratuita de sistemas para aproveitamento de calor gerado por fogões a lenha para aquecer água em moradias rurais. Os investimentos somam R$ 7,2 milhões e beneficiam os municípios de Bom Jardim da Serra, Cerro Negro, Lages, Painel, São Joaquim , Urubici e Urupema. As moradias que receberão os equipamentos já estão definidas. O programa da Celesc, que inclui troca de lâmpadas e refrigeradores, vai permitir economia de 28 mil MWh.

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