O consumo de energia em Santa Catarina encerrou o ano passado praticamente estável, com leve alta de 0,9% na comparação com 2015. De acordo com informações da Celesc, a taxa é reflexo do avanço populacional e do número de unidades consumidoras residenciais, que tiveram crescimento de 3,3% em 2016. Apesar de tímido, o resultado não deixa de ser um avanço frente a queda de 2,6% observada em 2015 na comparação com o ano anterior.

Considerado um importante indicador de atividade econômica, o consumo de energia elétrica mostra, no entanto, que indústria e comércio no Estado ainda sentem os reflexos da recessão. Em 2016, o segmento industrial teve queda de 21,3%, e o comercial, de 5,3%.

O resultado catarinense foi ainda melhor do que a média nacional. Em 2016, o recuo foi de 0,9% em relação ao resultado de 2015, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão de planejamento energético do Ministério de Minas e Energia (MME).  

Em Santa Catarina, no último trimestre do ano, o consumo total de energia elétrica somou 5.559 GWh, um avanço de 1,5% no total de energia distribuída (mercado cativo e livre). O número de unidades consumidoras atendidas pela empresa atingiu o total de 2.831.997 em dezembro, alta de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No país, assim como no Estado, dezembro mostrou reação no consumo em alguns segmentos. A indústria teve alta de 0,9% no consumo de eletricidade, enquanto o setor comercial continuou em queda, de 3,3%, o que ajudou a registrar estabilidade no consumo total (+0,5%) do mês passado.

Indústria tem terceiro ano de queda
Apesar do avanço de 2,3% em dezembro na comparação com o mês anterior, a produção da indústria brasileira encerrou 2016 com uma queda de 6,6% em comparação com o ano anterior.

Essa foi a terceira marca anual negativa, depois do tombo de 8,3% em 2015 e de 3% em 2014. O resultado de dezembro é a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 2,6%.  Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE.

Agenda em Brasília
A aprovação de reformas estruturais pelo Congresso Nacional em 2017 dará condições para a retomada do crescimento sustentado da economia brasileira no futuro. Essa é uma das principais conclusões do Seminário RedIndústria, realizado ontem, em Brasília, para construir a 22ª Agenda Legislativa da Indústria. No evento, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, manifestou apoio à proposta de criação do Conselho de Gestão Fiscal. Os temas discutidos são prioritários para a indústria e estarão em debate no Legislativo em 2017.

Efeito das commodities
A recuperação do preço das commodities fez a balança comercial registrar o segundo melhor resultado da história para meses de janeiro. No mês passado, o país exportou US$ 2,725 bilhões a mais do que comprou do exterior, crescimento de 198% em relação a janeiro de 2016 (US$ 915 milhões).

Sem bolha
Com um faturamento bruto estimado de R$ 1 bilhão e previsão de contratar até 400 pessoas em dois anos, o Peixe Urbano não será um lambari no mercado de tecnologia de Florianópolis. Apesar do impacto da chegada da empresa, que apresenta na tarde de hoje, na Capital, seu plano para a cidade, há um compromisso de praticar política de recursos humanos sustentável e investir em desenvolvimento de mão de obra. O presidente da Acate, Daniel Leipnitz, avalia que o setor na região atingiu um nível de maturidade e por isso está imune a bolhas.

*Júlia Pitthan é interina da coluna de Estela Benetti. A colunista retorna de férias no dia 23 de fevereiro.

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