Produtor de cebola protesta e pede inclusão na OMC Gilmar de Souza/Agencia RBS

Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS

Se tem uma lei que o agricultor conhece bem é a da oferta e da procura. Hoje o mercado nacional está com excesso de oferta do produto devido à supersafra e importações da Holanda. Como os preços derreteram, os produtores de SC, líderes nacionais, vão protestar hoje, a partir das 9h30min, em frente às agências do Banco do Brasil em oito municípios produtores, no Alto Vale do Itajaí. Estarão em Ituporanga, Aurora, Atalanta, Petrolândia, Leoberto Leal, Imbuia, Alfredo Wagner e Vidal Ramos.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Estado, José Zeferino Pedrozo, o custo de produção ficou em R$ 0,70, o preço mínimo está em R$ 0,61, mas o agricultor de SC está recebendo só R$ 0,50, o que implica em prejuízos. O consumidor final está pagando entre R$ 1,5 e R$ 2 por quilo.     

Pedro Adriano Damann, secretário-executivo do Sindicato Rural de Ituporanga, diz que as reivindicações incluem o refinanciamento das dívidas por cinco anos, garantia de preço mínimo, aumento do bônus para R$ 10 mil e inclusão da cebola nos itens protegidos do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC). O país tem direito a incluir 100 produtos. Os produtores de alho de SC conseguiram isso e passaram a sofrer menos com as importações porque essas foram taxadas em 35%. Essa alíquota cria uma proteção.

No Estado, cerca de 13 mil pequenos agricultores cultivam 21 mil hectares de cebola. Este ano, colheram safra de 580 mil toneladas entre outubro e dezembro. A variedade de pele vermelha dura até junho. Muitos produtos que vêm da Europa têm subsídio e o frete é muito barato até o Nordeste porque a região exporta muita fruta para a Holanda, explica Damann. O que se espera é uma solução porque o país não pode abrir mão de produzir um legume essencial do seu dia a dia. 

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