Norte de SC pode sediar porto de US$ 1 bilhão Worldport, divulgação/

Imagem digital do projeto. Se aprovado, o porto será instalado dentro do mar e ligado por dois píeres, preservando a praia

Foto: Worldport, divulgação

Mais um projeto portuário começa a ser licenciado no Norte de Santa Catarina, região da Baía da Babitonga, que inclui São Francisco do Sul e Itapoá. O Porto Brasil Sul, orçado em US$ 1 bilhão (R$ 3,15 bilhões) pela empresa empreendedora, a WorldPort, está planejado para a região do Sumidouro, entre as praias do Forte e Capri, em São Francisco, bem na entrada da baía. Segundo o presidente da empresa, Marcus Barbosa, o Brasil vai aumentar a movimentação de cargas portuárias e cabotagem, por isso haverá mercado no futuro. 



A Baía da Babitonga já sedia os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. Além disso, está em fase de construção o Terminal Graneleiro Babitonga (TGB). O Porto Brasil Sul prevê movimentar mil contêineres por ano e gerar 3 mil empregos diretos. Pela profundidade da região, poderá receber os maiores navios do mundo, os da classe New Panamax, com capacidade de até 18 mil contêineres (TEUs).  Para acesso, terá um ramal ferroviário e uma rodovia duplicada. Saiba mais na entrevista de Marcus Barbosa. 

Como nasceu o projeto do Porto Brasil Sul?
Estamos trabalhando no Porto Brasil Sul há seis anos, com muita metodologia e profissionalismo. Ele começou em 1992, quando o então ministro das Minas e Energia, Eliezer Batista, solicitou um grande trabalho para saber como seria o futuro da navegação brasileira e mundial. Ele contratou um estudo para Renato Casali Pavan, diretor da Macrologística e sócio da WorldPort, que identificou cinco pontos no Brasil para portos de águas profundas. Um deles foi no Norte de Santa Catarina, a região do Sumidouro. Passou um tempo, em 2010 Pavan estava fazendo um trabalho do Sul Competitivo e prospectou a área junto aos proprietários. Os estudos apontaram que a região é favorável, terá um dos maiores calados do Brasil (com profundidade de até 22 metros), e assim o projeto evoluiu. 

Que tipo de carga será movimentada se o projeto for viabilizado?
Nosso projeto é para sete tipos de negócios. Terá oito berços para atender contêineres, veículos, carga geral, líquidos, granéis sólidos e gás. Há uma gama de potencial incrível. É um projeto de  US$ 1 bilhão que será feito em fases, conforme a demanda. Fizemos por meio de um trabalho da LPC Latina de São Paulo, a mesma que fez o Porto de Itapoá e outros trabalhos do Brasil. 

Como está o licenciamento ambiental?
Em 2015, entramos com um processo no Ibama. O Ibama passou para a Fatma. Estamos com o projeto na Fatma desde outubro do ano passado, em fase de análise para licença prévia. Acreditamos que teremos audiência pública ainda neste primeiro semestre, o que depende do órgão responsável pelo licenciamento. Esperamos que tudo vai correr bem porque será um processo normal para um projeto assim. 

De onde virá o capital para o investimento?
Vamos buscar a melhor composição de capital. O projeto é atrativo. Os chineses, por exemplo, têm muito dinheiro. Só para projetos no Brasil eles têm US$ 5 bilhões. 

Imagem aérea da Baía Babitonga Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
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