Eles querem mudar a economia José Somensi/Divulgação

Foto: José Somensi / Divulgação

São jovens, graduados ou pós-graduados em cursos da área de tecnologia e estão determinados a liderar negócios inovadores que podem viabilizar um salto no desenvolvimento econômico. Esses quase 100 empreendedores da foto são sócios de 56 empresas criadas principalmente na última edição do programa Sinapse da Inovação, desenvolvido pelo governo de Santa Catarina via Fapesc, com apoio da Fundação Certi e outras instituições, como o Sebrae/SC e a Fiesc. Ontem, eles participaram da primeira Feira de Negócios do Programa Sinapse da Inovação, na Acate Primavera, na Capital. 

No final do evento, foram eleitas 10 empresas que mais se destacaram pelo grau de inovação, potencial de mercado e evolução,  mas a seleção foi difícil, diante de tanto talento. A lista foi integrada pela 4Factory,C2C Biotecnologia, Coleção.Moda, Crush Desig, iLunga, Novo Energia, Pinpost, Polimérica, SmartCard e SysMiddle. Em cinco edições, o Sinapse apoiou a abertura de quase 400 empresas, que geram cerca de 1,6 mil empregos. 

Internet industrial
A 4Factory, fundada pelo engenheiro Dalton Hardt e o cientista de computação Luiz Gustavo de Oliveira, em Joinville, é típica da internet industrial ou indústria 4.0. Tem um aplicativo que permite acompanhar máquinas de uma fábrica via internet pelo celular. A Novo Energia, de São José, de Farleir Minozzo, pós-graduado em Desenvolvimento de Eletrônicos e Everson da Silva, mestre em Mecatrônica, criou um sistema para economizar energia no uso de eletrônicos em casa. O casal de engenheiros agrônomos Alexandre e Daiana Leripio abriu a Sumá, em Itajaí, startup que aproxima grandes consumidores de produtores de alimentos.

Dinheiro para inovar
Empresas catarinenses sabem aproveitar bem os recursos subsidiados. O Sebrae/SC e a Embrapii lançaram um novo projeto de fomento à inovação em pequenas empresas. Serão R$ 20 milhões não reembolsáveis. O evento contou com as presenças do superintendente do Sebrae, Guilherme Zigelli, o presidente da Fapesc, Sergio Gargioni, e o superintendente da Fundação Certi, José Eduardo Fiates. Com essa linha, uma empresa pode realizar um projeto contando com 70% a 80% de recursos da Embrapii e Sebrae não reembolsáveis, incluindo apenas de 20% a 30% de capital próprio, explicou Fiates. O projeto deve ser por meio de uma instituição que representa a Embrapii. Em SC são quatro. 

Devo, Não Nego...
Estudioso da pesada e complexa carga tributária brasileira, o empresário Miguel Abuhab, de Joinville, fundador da multinacional NeoGrid e da Datasul (hoje fundida com a Totvs) e engenheiro graduado pelo ITA, lançou ontem o livro Devo, Não Nego, Pago Quando Receber. O subtítulo é: Uma proposta de simplificação tributária que pode ser uma revolução. A obra tem 190 páginas e é da editora Brochura. 

O lançamento, ontem, teve a presença do deputado federal Luiz Carlos Hauly, relator da proposta de Reforma Tributária. Abuhab estuda a questão tributária desde 2003, e já apresentou sua proposta para vários públicos do Brasil e exterior. Ele sugere tributação de dinheiro e não de mercadorias.  
— A mudança no sistema de tributação é urgente, e a nova proposta fomentará a competitividade do país ao mesmo tempo em que não altera a legislação corrente — afirma Abuhab.

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