Evento na Fiesc debate os desafios da automação no trabalho, saúde e previdência Udesc Joinville/Divulgação

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Se algumas revoluções econômicas demoraram séculos, a da automação, internet das coisas ou indústria 4.0 vai acontecer, a partir de agora, de forma mais acelerada. Ela promete eliminar milhares de empregos e criar menos vagas. O desafio das pessoas de todas as idades, empresas e governos é como sobreviver a isso. Duas coisas são certas: a mudança vai acontecer e para se inserir melhor nesse admirável mundo novo é preciso estudar sempre, especialmente matemática, tecnologia e conexão com as pessoas. 

Isso foi abordado nesta quinta na Fiesc no ciclo de conferência do INSS, impactos na sociedade e seus reflexos no setor previdenciário e no 2º Seminário Aliança Saúde e Competitividade da Federação das Indústrias de SC (Fiesc). 
Ao fazer a abertura do evento, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte afirmou que projeção da consultoria McKinsey deste ano prevê que a automação vai alavancar o crescimento da produtividade e que tem potencial para elevar o PIB global anual de 0,8% para 1,4% no período de 2015 a 2065.  Mas o emprego é um desafio. Ele cita projeção divulgada no Fórum Econômico Mundial de que essa economia vai eliminar 7 milhões de empregos no mundo e criar cerca de 2 milhões. Além disso, há uma melhoria da saúde que garante maior longevidade e, junto, mais doenças crônicas que requerem tratamentos caros. Por isso, usufruir dos benefícios da 4ª revolução industrial será uma corrida contra o tempo e exigirá políticas públicas, alerta Côrte. 

Para o presidente do INSS, Leonardo Gadelha, a automação é uma força disruptiva que traz muitos ganhos de produtividade,  produtos mais baratos, mas traz preocupações. 

- Para nós que estamos à frente do INSS ela traz uma preocupação muito clara: com a perda de postos de trabalho nós perdemos arrecadação. Temos um fardo duplo para o Estado brasileiro porque, ao mesmo tempo que menos pessoas contribuem, mais solicitam benefícios – alerta. 

Na avaliação do secretário de Avaliação e Gestão da informação do Ministério de Desenvolvimento Social, o economista Vinícius Botelho, o cenário do futuro da tecnologia indica que pode haver uma concentração de renda com quem detém a riqueza e dificuldades para os trabalhadores. Será necessário adaptar a legislação para ter um equilíbrio. Segundo ele, uma preocupação é que o Brasil tem uma das economias mais fechadas do mundo, o que dificulta a inserção e os ganhos com o mundo da automação. 

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