Indústria de cerâmica catarinense é vendida por R$ 280 milhões Divulgação / Ceusa/Ceusa

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A paulista Duratex, empresa da holding Itaúsa e da Companhia Ligna de Investimentos, anunciou na manhã desta terça a aquisição de 100% do capital da Ceusa – Cerâmica Urussanga SA, indústria de revestimentos cerâmicos com sede em Urussanga, por R$ 280 milhões. O objetivo é ampliar a oferta de produtos para construção da Duratex, que é a maior produtora de painéis de madeira industrializada, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul e líder nacional em pisos laminados. Atua com as marcas Deca, Hydra, Durafloor e Duratex.  

- A aquisição da Ceusa está em linha com o nosso propósito de oferecer soluções para melhor viver. A entrada no mercado de revestimentos cerâmicos, com a compra de uma empresa focada em inovação, assim como a Duratex, garante que a companhia ofereça um portfólio completo aos clientes, gerando mais oportunidades de negócios - explicou Antonio Joaquim de Oliveira, presidente da Duratex.

Fundada em 1953 pelo empreendedor Manoel Francisco de Oliveira, a Ceusa tem 330 empregados e duas unidades industriais e capacidade para produzir 480 mil metros quadrados de revestimentos por mês. 

Em nota, a atual diretoria informa que a empresa se destaca pela qualidade e pioneirismo na produção de placas cerâmicas, vem ganhando força por seu posicionamento e reconhecimento no mercado nos últimos anos devido à busca pela excelência na qualidade dos produtos e serviços. Informa que a inclusão da Ceusa permitirá à Duratex oferecer um porfólio mais completo aos clientes, gerando mais oportunidades de negócios e que a conclusão da operação depende de avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

- A Ceusa continuará seu processo de desenvolvimento alicerçado na sua missão, visão e valores, na forte relação com seus fornecedores e clientes, e na sua equipe de profissionais qualificados e comprometidos com os resultados do negócio. Com este processo a empresa acredita no crescimento de forma mais acentuada, aproveitando a sinergia entre as demais marcas do grupo (Deca e Duratex), na consolidação da marca Ceusa e seus ideais de qualidade, inovação e design nos mercados em que atua – informou na nota a diretoria da empresa catarinense.

Segundo o presidente da Duratex, a Ceusa tem um bom posicionamento de mercado e apresentou crescimento contínuo nos últimos anos, mesmo durante a recessão. Ano passado, obteve receita líquida de R$ 162 milhões e Ebitda de R$ 31 milhões. No primeiro semestre deste ano, obteve R$ 92 milhões e R$ 18 milhões nesses dois indicadores, respectivamente. 

Antonio Joaquim de Oliveira informou também que há muita sinergia entre os negócios da Duratex e da Ceusa. Comentou que a empresa catarinense tem uma gestão profissional, produtos diferenciados e preços competitivos, o que permitiu conquistar excelente reputação junto aos consumidores. A companhia foi pioneira no uso da tecnologia de "impressão digital" em cerâmicas e é a única a oferecer hoje, no mercado, o sistema Junta Seca, que permite colocar placas cerâmicas em pisos e paredes sem juntas de assentamento. 

Itaúsa avança na construção
A holding Itaúsa, uma das empresas mais respeitadas da bolsa brasileira, ao adquirir a Ceusa por meio da Duratex, mostra que segue confiante no futuro do setor de materiais de construção. Este não é seu primeiro avanço na aquisição de empresas de SC. Em 2012 comprou a Thermosystem, de Tubarão, uma indústria inovadora no segmento de chuveiros eletrônicos e sistemas de aquecimento solar por R$ 63 milhões. Incorporou os produtos junto à marca Hydra, controlada pela Duratex. Além disso, há cerca de dois anos, teria tentado comprar a Tigre, multinacional de Joinville, líder nacional em itens de PVC para água e outros produtos.
O plano da Duratex, com a Ceusa, é complementar a marca Deca, de produtos cerâmicos para construção. Na foto, lançamentos de revestimentos Ceusa em ambiente de panificadora.  

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