Como viabilizar R$ 3,2 bi para melhorar o fluxo da BR-101 no Norte de SC Jean Balbinotti/

Foto: Jean Balbinotti

Um dos principais eixos econômicos do Brasil, a BR-101 no Norte de Santa Catarina – trecho da Grande Florianópolis até Curitiba, a Capital do Paraná – está saturada e necessita de R$ 3,2 bilhões de investimentos para oferecer melhores condições de tráfego, conforme estudos feitos pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). 

Essa cifra precisa ser investida nos próximos sete anos (2023), alerta o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) e presidente da Câmara de Transporte e Logístia da entidade, Mario Cezar de Aguiar, que fará a palestra A BR-101 do Futuro, hoje, na reunião do conselho da Associação Empresarial de Joinville (Acij). 

Como o setor público não tem dinheiro, a opção mais rápida é fazer com recursos privados, avalia o empresário. Há duas alternativas em estudo: dobrar o valor do pedágio (hoje um automóvel paga R$ 2,6 por praça na via) ou adotar a cobrança virtual por quilômetro rodado, denominada Free Flow, explica o empresário. Segundo ele, esta seria mais justa porque, hoje, estimativas apontam que menos de 30% dos usuários da BR-101 pagam pedágio. 


O destaque da 101 Norte é porque é a área de interesse da Acij, foi onde começou a duplicação da rodovia e hoje há diversos gargalos. Aguiar observa que a concessão para a empresa Arteris vai até 2032, mas a única grande obra prevista é o contorno da Grande Florianópolis já em andamento. Pelos congestionamentos que ocorrem, os trechos entre Penha e Itapema e Joinville também necessitam de contornos. São necessárias também mais pistas paralelas, ampliação de pontes, restaurações e outras obras. 


Aguiar vai falar hoje também sobre a carência geral de logística no Estado, tanto de rodovias quanto de ferrovias e aeroportos em todas as regiões. Segundo ele, SC vem perdendo competitividade por falta de rodovias duplicadas, falta de restauração e de outros sistemas de transporte. O trecho Sul da via recém foi concluído, mas enfrenta falta de manutenção. Aguiar lembra que existem problemas em todas as rodovias federais no Estado. Há os atrasos nas duplicações das BRs 470 e 280, gargalos na BR-282 e em diversas rodovias do Oeste. São problemas que requerem urgência. 


– A Fiesc, há muito tempo, defende concessões à iniciativa privada e a cobrança de um pedágio justo. Defendemos a concessão como um benefício à sociedade. Isto porque é mais oneroso para a população uma rodovia insegura, engarrafada, do que o pagamento de um pedágio compatível – explica o industrial, ao observar que não adianta ter uma rodovia maravilhosa e cobrar R$ 50 de tarifa de pedágio.


Como tudo é difícil e moroso no governo federal, ele defende pressão por parte de governos, do Fórum Parlamentar de SC, do setor privado e de outras entidades junto à União. Na reunião da Acij, um dos recados de Aguiar para os empresários será para que cobrem mais obras do governo federal. No caso das duplicações das BRs 280 e 470, se demorar muito à espera de recursos públicos, a saída é também uma concessão ao setor privado.  

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