Fiesc aguarda decisão sobre cobrança de pedágio por quilômetro rodado Charles Guerra/Agencia RBS

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

A Fiesc aguarda decisão da Agência Nacional de Transportes (ANTT) sobre a possibilidade de cobrança de pedágio por quilômetro rodado, o chamado Free Flow. É muito difundido no exterior, mas no Brasil há apenas um sistema em fase de teste em São Paulo. A federação de SC já teve autorização da ANTT para encomendar estudo sobre o Free Flow. Entre as empresas que têm tecnologia para prestar o serviço estão a KPMG e a gaúcha MO3. O sistema virtual faz a leitura dos quilômetros percorridos e depois manda a conta mais tarde. Se adotado, deve evitar alta maior no pedágio da 101 Norte. 

A futura BR-102
Como a expectativa é de que os gargalos na BR-101 vão continuar por décadas, a Fiesc e as lideranças do Norte e do litoral de Santa Catarina já estão cobrando a construção da BR-102. Seria uma rodovia razoavelmente próxima da 101, mas que aliviaria o tráfego. Mas outras opções estão no cenário. Uma é a ferrovia litorânea com transporte de pessoas, não só de cargas. Além disso, há a mudança da mobilidade. No futuro, menos pessoas estarão dispostas a ter carro, o que pressionaria mais o transporte coletivo intermunicipal.  


Missão de SC a Cuba
Indústrias catarinenses que ainda não operam no país de Fidel Castro podem buscar uma aproximação na Feira Internacional de Havana 2017 que abre dia 29 de outubro e vai até 4 de novembro. A Fiesc está organizando uma missão internacional ao país com o objetivo de prospectar negócios. A mostra terá 4,5 mil expositores de 60 países. Inscrições até o dia 15 deste mês.   

Cenários agrícolas
Chapecó sedia na próxima sexta-feira um evento nacional que vai discutir a futura oferta de grãos no Brasil e no mundo, além de outros temas. A iniciativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),  Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e o Sindicato Rural de Chapecó. Segundo o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, o objetivo é oferecer informações técnicas para que os produtores otimizem suas margens e estejam atentos aos impactos da lei da oferta e procura. O evento, que terá outros temas, será no Hotel Mogano Premium. 

Do exterior
A produção brasileira de grãos foi recorde na safra 2016/2017, mas os preços são ditados pelo mercado mundial e a escassez  pode surgir por aqui em função de demandas lá fora. Foi assim na grande crise do milho em 2011, que fez vários frigoríficos fechar em 2012 e 2013. As últimas informações da Bolsa de Chicago são que a oferta de soja nos EUA cresceu 1,7%, mas que o estoque mundial de milho caiu 3,5%. Significa que pode aumentar por aqui, elevando preços das carnes. 

Em Nova York
Desde que deixou a presidência da Engie (ex-Tractebel), há mais de um ano, o empresário Manoel Zaroni Torres tem feito algumas viagens e descansado mais. Mas não deixou o mundo dos negócios. Além de conselheiro da Engie, é sócio da filha Paula Torres em grife de calçados que leva o nome dela. A advogada lidera a marca há sete anos, trabalha como designer e neste ano ganhou projeção internacional. Sexta-feira, a marca desfilou na Semana da Moda de Nova York junto a outras da loja Flying Solo, no Soho, onde tem um corner há cinco meses. A empresa também atua com lojas físicas em endereços de luxo em SP e pelo site. 

No Uruguai
A rede de lojas Renner, maior varejista de moda do Brasil que tem em Santa Catarina boa parte dos seus fornecedores de confecções e diversas lojas pelo Estado, se tornou multinacional. A companhia anunciou a abertura de uma loja no centro de Montevidéu. A unidade ocupa prédio histórico de quatro andares em uma das ruas nobres da cidade. 

Correção
Na edição de sexta-feira saiu uma foto trocada aqui na coluna. Na nota sobre o Colégio Bom Jesus em Palhoça aparece o professor Mozar Neves Ramos, do Instituto Ayrton Senna.

Milhas pelas redes
Apesar da grande oferta, ainda são poucas as pessoas que aproveitam os direitos de viajar com milhas. Agora, além das formas tradicionais de colecionar essas pontuações, há a alternativa das redes sociais. Segundo o consultor de milhas João Pimenta, de Florianópolis, as redes hoteleiras que atendem as classes A e B permitem acumular até 45 mil pontos por ano somente com o compartilhamento de posts no Twitter. Esse mercado movimentou R$ 5,67 bilhões ano passado, informou a Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf).

Acompanhe as publicações de Estela Benetti 

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