Florianópolis enfrenta dificuldade para retomar a oferta de novos empregos   Ronaldo Bernardi/Agencia RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Uma das cidades com melhor qualidade de vida do Brasil e que atrai moradores de quase todo mundo, Florianópolis é a cidade catarinense – entre as de maior porte - que enfrenta maior dificuldade para retomar a oferta de novos empregos nesta fase de fim da recessão. Segundo os dados do Ministério do Trabalho (Caged) divulgados quinta, a Capital fechou agosto com  669 postos de trabalho enquanto Joinville, a maior cidade catarinense, liderou a oferta de vagas com 1.483, seguida por Blumenau com 531, Chapecó 466 e São José 401.

De janeiro a agosto, Florianópolis perdeu 6.297 vagas e de janeiro de 2016 até o mês passado, foram -11.275. Joinville, por sua vez, abriu 5.371 vagas este ano e o saldo do início do ano passado até agosto ficou em mais 2.381 vagas. 

Lideranças de Florianópolis precisam adotar estratégias para aquecer os principais setores da economia e diversificar ainda mais. É preciso formar mais pessoas, especialmente para postos técnicos, para o setor de tecnologia, saúde, educação e cultura. Entre os setores que podem ter um salto na geração de empregos está o náutico. As marinas geram empregos diretos nos barcos, além de dinamizar dezenas de outros segmentos com o fortalecimento do turismo.  Os legisladores precisam ser menos restritivos a esse segmento que é forte no primeiro mundo. Como os equipamentos náuticos usados são os mesmos, os riscos ambientais também são iguais. E o setor de cultura, com o desenvolvimento da indústria do cinema, como planeja a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis também é um caminho. A tecnologia está mudando o emprego, mas a Capital de SC precisa fazer mais para garantir mais trabalho no presente e também no futuro. 

Fim da pobreza
Em Santa Catarina, quase 190 mil pessoas enfrentam pobreza extrema segundo levantamento da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (dados de 2017).  Cerca de 4% vivem com renda até R$ 85 por mês, a maioria residindo em Lages, Florianópolis e Joinville. Com o objetivo de disseminar a erradicação da pobreza, uma das 17 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU até 2030, o movimento ODS Nós podemos SC realiza este mês a campanha estadual de sensibilização. Com o slogan Que futuro Queremos? ela visa estimular pessoas e organizações a movimentar-se para que o desenvolvimento sustentável ocorra no Estado, diz Adelita Adiers, coordenadora voluntária do Movimento ODS Nós Podemos SC e Consultora de Responsabilidade Social da Facisc

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