Morre o jornalista Euclides Lisboa Reprodução / Facebook/Facebook

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A imprensa catarinense e brasileira perdeu na noite desta quinta o jornalista Euclides Contino Lisboa, editor executivo da Editora Empreendedor, de Florianópolis, e ex-editor de economia do Diário Catarinense, um dos mais talentosos profissionais da mídia do Estado, especialmente na arte de apresentar temas econômicos. Euclides Lisboa, 71 anos, conhecido pelos amigos como Kid ou Kidinho, faleceu no Hospital de Caridade por volta das 22 horas, onde estava internado lutando contra um câncer no pulmão, doença que apareceu este ano. O velório será das 10 às 17 horas no Cemitério Itacorubi, na Capital, e o corpo será cremado em Palhoça

Eu tive o privilégio de trabalhar com o jornalista Euclides Lisboa no Diário Catarinense por cerca  de 15 anos. Ele como editor de economia e eu como repórter em Joinville e depois como colunista. Lisboa tinha um talento especial para liderar a editoria que na época trazia, no jornal, diariamente, de 10 a 15 páginas com temas estaduais, nacionais e internacionais. Foram os tempos áureos dos grandes jornais impressos, quando o mercado absorvia os altos custos de papel importado e outros e a mídia digital estava nascendo. Nessas páginas, a prioridade era apresentar toda a diversidade da economia catarinense e os principais temas econômicos nacionais. Talentoso, conhecedor da especialidade, seguro e calmo, Euclides planejava as edições diárias e semanais e tinha, quase sempre, uma manchete para o jornal. Se destacava pela edição correta e criatividade na abordagem de temas. Mais tarde, passou a acumular a função de articulista, fazendo artigos com análise macroeconômica, com os quais também se destacou. 

Alem do conhecimento profissional, Lisboa era uma pessoa doce, amiga, acessível e simpática. Estava sempre disposto a ensinar os repórteres e outros colegas sobre como apresentar melhor os temas econômicos.  

Afora o jornalismo, Lisboa tinha outra paixão: a música, especialmente a bossa nova. Nas festas do jornal, ele sempre aparecia com o seu violão e presenteava os participantes com os clássicos desse gênero que projetou a música brasileira no mundo. Apesar de ter feito muito, não só no Diário Catarinense, como no jornal Zero Hora, Editora Empreendedor e outros veículos, parte cedo e deixa saudades. Vai com Deus Kidinho. 

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