Representantes comerciais da União Europeia visitam SC  Filipe Scott/Divulgação

Foto: Filipe Scott / Divulgação

Representantes de 12 países da União Europeia que atuam na área comercial das respectivas embaixadas visitam o Estado. Nesta terça, tiveram reuniões na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e com lideranças do governo estadual. Nesta quarta, eles têm agenda no Norte catarinense. 

O chefe da seção de assuntos comerciais da União Europeia no Brasil, Nicola Ardito (E) disse na Fiesc acreditar na possibilidade de que o acordo Mercosul-União Europeia possa ser fechado até o final do ano. O presidente da federação, Glauco José Côrte disse que são necessários grandes esforços para fechar negócios, mas ressaltou que SC tem uma base humana e econômica sólida para aprofundar essas relações. 

O secretário de Assuntos Internacionais do Estado, Carlos Adauto Virmond, afirmou que o Estado tem raízes históricas com a Europa, por ter sido colonizado por imigrantes daquele continente. Isso facilita negócios. Integram a comitiva diplomatas da Alemanha, Croácia, Espanha, França, Finlândia, Hungria, Irlanda, Países Baixos, Polônia, Romênia, Suécia, Reino Unido, Itália e também da Costa Rica, país da América Central. Hoje, visitam o Porto de Itapoá, e, em Joinville, o Perini Business Park onde há várias filiais de empresas européias, e o Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura. 

Abimaq prevê crescimento
Alta nas vendas de máquinas e equipamentos poderia indicar retomada consistente do crescimento econômico e do emprego, afinal, o setor, junto com a construção civil, integra a taxa de investimento de um país. Mas este ano enfrentará crescimento tímido após retração de 50% desde 2012, quando o Brasil começou a mostrar os primeiros sinais da maior recessão da sua história. Os desafios do setor foram abordados ontem na reunião de 80 anos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), realizada na Associação Empresarial de Joinville (Acij), com a presença do presidente da entidade, João Marchesan (C ) e do presidente executivo José Velloso. 

- A indústria brasileira precisa investir novamente. Hoje não investe porque o ambiente econômico não é favorável, embora o país tenha tudo o que é necessário para crescer. As máquinas, no Brasil, têm vida média de 15 anos, enquanto na Alemanha têm cinco anos – compara Marchesan. 

Segundo Velloso, para voltar ao faturamento de 2013, o setor teria que crescer cerca de 90%. Naquele ano, a receita do setor, e valores correntes, alcançou R$ 121 bilhões. Ano passado ficou em R$ 66 bilhões e este ano está estimada em R$ 68 bilhões. Tanto Marchesan quanto Velloso fizeram duras críticas à nova TLP, taxa que vai substituir a TJLP no BNDES. Argumentam que vai encarecer e reduzir ainda mais os investimentos. O evento da Abimaq ocorreu paralelamente à programação da Intermach, feira de máquinas que abriu na Expoville ontem. Na foto, o presidente da Mecânica Industrial Vick, de Joinville, Alinor Werner (E), João Marchesan e Ovandi Rosenstock, presidente da Schulz. 

Ociosidade e vagas
O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), Ovandi Rosesntock, afirma que a demanda por máquinas e equipamentos no Brasil ainda vai demorar para aquecer porque a maioria das indústrias está com capacidade ociosa. Há empresas de São Paulo com 80% de ociosidade, diz. Rosenstock também cita o caso da indústria que preside, a Schulz, de Joinville, que operava em três turnos e, em função da recessão que ainda afeta a economia brasileira, opera só com um turno. Como as vendas internas melhoraram um pouco, a empresa abriu 100 vagas e já preencheu 50. Produtora de compressores de ar e autopeças, a Schulz projeta faturamento 15% maior este ano e vai exportar de 30% a 35% da produção.

Atraso em patentes
Tradicional fornecedora de máquinas para o setor de fundição, a Mecânica Industrial Vick, de Joinville, que em 2019 fará 50 anos, está preocupada com a morosidade do INPI para conceder patentes. O presidente da companhia, Alinor Werner, informou na reunião da Abimaq que a empresa entrou com uma solicitação e recebeu a informação do órgão federal que terá que esperar 11 anos pela concessão. Segundo ele, no exterior isso é muito mais rápido. A Vick já tem 12 patentes registradas.

 Intermach
O prefeito de Joinville, Udo Döhler, e o primeiro vice-presidente da Fiesc, Mario Cezar Aguiar abriram ontem à noite a Intermach 2017, na Escpoville, em Joinville. Os dois aproveitaram para testar um robozinho manual que é uma das atrações da mostra de máquinas e equipamentos. 

Na esfera tributária
O presidente do Sindifisco-SC, Fabiano Dadam Nau, participou ontem, em Brasília, do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Equilíbrio do Federalismo Fiscal Brasileiro. E hoje, ele participa de reunião pelos 10 anos da PEC 186, emenda constitucional apresentada pelo deputado Décio Lima que prevê autonomia constitucional e administrativa para o fisco. A medida ainda não foi aprovada. Com ela, os fiscais projetam maior autonomia para investigar corrupção e outras ações no país.  

Congresso de Economia
Florianópolis vai sediar a 23ª edição do Congresso Brasileiro de Economia, em 2019. A decisão ocorreu no final de semana, em Belo Horizonte, Minas Gerais, durante o encerramento da 22ª edição do evento que acontece a cada dois anos.  Promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) e pelos conselhos regionais, é voltado para reflexão e debate sobre os principais aspectos que afetam a economia brasileira e mundial. A decisão foi por aclamação e o resultado agradou tanto o presidente do Conselho Regional de Economia de Santa Catarina, o professor Paulo Roberto Polli Lobo, que fez um discurso emocionado.    

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