Dados do PIB mostram que SC não é uma ilha Diego Redel/Agencia RBS

Foto: Diego Redel / Agencia RBS

Os números do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 nos Estados, divulgado ontem pelo IBGE, mostram o peso da recessão causada pelo governo de Dilma Rousseff nas unidades da federação. Todas tiveram resultado negativo. Santa Catarina, como os números sinalizavam, teve queda de 4,2% naquele ano e fechou com PIB de R$ 249 bilhões. A taxa de desemprego mais baixa do país, em torno de 6%, dava uma sensação de que o problema não era tão grave no Estado, mas como SC não é uma ilha, o impacto por aqui foi maior que a média nacional de 3,7% de queda.  

A situação foi difícil porque a economia catarinense, forte na indústria, mesmo com perfil exportador, não conseguia competir no exterior devido ao dólar baixo. Como concentrou as vendas no mercado interno e esse encolheu com a recessão e entrada de importados, as dificuldades cresceram. O agronegócio exportador não foi suficiente para um resultado melhor, como ocorreu no Mato Grosso do Sul e Roraima, onde a queda em 2015 foi de apenas -0,3%. 

Se SC não é ilha no PIB geral, Brasília é ilha quando se olha o PIB Per Capita. Graças aos altos salários fora da realidade do país e pagos com impostos de todos os brasileiros, o Distrito Federal fechou 2015 com renda per capita de R$ 73.971, valor 2,5 vezes maior que a média nacional, que ficou em R$ 29.326. A renda per capita dos catarinenses seguiu em quarto lugar, com R$ 36.525, atrás do DF, SP e RJ. Alcançar uma melhor distribuição de renda deve ser uma das prioridades do país. 

Meirelles em SC
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, será o palestrante da reunião da diretoria da  Fiesc na sexta-feira que vem. A informação foi antecipada pelo governador Raimundo Colombo, que é do partido do Meirelles, o PSD, e fez a ponte para agendar a visita a Santa Catarina. Os temas do ministro serão os avanços da economia do país alcançados na sua gestão à frente da Fazenda e os desafios futuros. Meirelles é um dos pré-candidatos fortes à Presidência da República por ter boa trajetória de serviços no setor público e condições de reunir os partidos de centro. O que ele precisa é colar o seu nome nas melhorias da área econômica, como queda da inflação e dos juros. Deve deixar o cargo no mês que vem se for candidato. 

Parentes famosos
O fundador e presidente das Lojas Colombo, o empresário gaúcho Adelino Raymundo Colombo, participou ontem da assinatura do contrato do Bônus Eficiente Linha Eletrodomésticos lançado pela Celesc, do qual a sua empresa é parceira junto com a Whirlpool, dona da Consul e Brastemp. O governador brincou que seria bom ter um primo rico, mas não identificou um parentesco direto entre as duas famílias. Disse que a dele saiu de Antonio Prado (RS) e foi para Lages e Curitibanos. A de Adelino era de Flores da Cunha (RS) e agora tem a empresa em Farroupilha. Como as duas famílias vieram de Milão, devem ser parentes, concluiu o governador.

Sobre o Bônus Eficiente Eletrodomésticos, o governador disse que a economia das três primeiras edições já dá para atender uma cidade como Brusque, de 250 mil residências, por um ano. Também participaram do evento o vice-governador Eduardo Moreira, o diretor da Whirlpool Guilherme Lima, o presidente da Celesc, Cleverson Siewert e o gerente do Cepon Irineu José Nunes. 

Desconto de 50% em eletros
Clientes da Celesc que têm geladeira, freezer e aparelho de ar-condicionado com mais de 5 anos de uso podem adquirir um novo com 50% de desconto e pagar em até seis vezes no cartão de crédito. Esta é a quarta edição do programa Bônus Eficiente Linha Eletrodomésticos que começa hoje diretamente em mais de 40 unidades das Lojas Colombo no Estado e vai até o fim do estoque. Cada consumidor poderá adquirir um produto marca Consul porque a parceria é com a fabricante catarinense Whirlpool. Para comprar, tem que ser cliente residencial da Celesc, ser o titular da conta e não pode estar inadimplente (se deve conta de luz é preciso pagar antes). 

7,7 mil produtos
O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, informa que o programa prevê a venda de 7,7 mil eletrodomésticos, com investimento de R$ 10 milhões. Serão 4,2 mil refrigeradores, 1,5 mil freezers e 2 mil condicionadores de ar. Cada cliente pode trocar 5 lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por unidades de LED. O objetivo é reduzir o consumo de energia em cerca de 30% com a aquisição de itens que gastam menos. Desta vez, a instituição beneficiada é o Cepon, que trata pacientes câncer. Para cada eletro no valor de R$ 1 mil ou mais, o consumidor paga R$ 50 ao Cepon. Se for menor, paga R$ 30. 

Acompanhe as publicações de Estela Benetti

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