Família Neeleman, da Azul, adquire 49% de empresa catarinense de tecnologia Segware/Divulgação

Luiz Bonatti e Daniel Neeleman, da Segware.

Foto: Segware / Divulgação

A empresa de tecnologia Segware, de Florianópolis, líder nacional em software para monitoramento de alarmes e automação residencial, vendeu 49% do seu capital para a holding DDN Group, do empresário americano Daniel Neeleman, filho do fundador e controlador da Azul Linhas Aéreas, o brasileiro-americano David Neeleman. Empresa familiar que iniciou atividade em 2001, a Segware é comandada pelo sócio-fundador Luiz Henrique Bonatti. Em 2012 se tornou multinacional com a abertura de filial em Miami. 

Forte no setor de segurança empresarial, tem clientes em 12 países da América Latina. Além do Brasil, está na Colômbia, México, Argentina, Peru, Costa Rica, Nicarágua e outros.
Ontem, Daniel Neeleman (D) visitou a sede da empresa no Corporate Park, em Florianópolis, onde foi recebido por Bonatti (E). O interesse na joint-venture foi mútuo, comentou o empresário catarinense. A família Neeleman conheceu o segmento de segurança quando teve uma empresa de serviços, a VigZul,  gostou e estava interessada em investir em empresas de tecnologia na área. A negociação durou seis meses e David Neeleman também participou. 

— Por parte da Segware, nosso objetivo é,  através da tecnologia, tornar o mundo mais seguro. Hoje somos líderes absolutos no Brasil e caminhando para o mercado internacional. A família Neeleman tem muita experiência em grandes mercados. Assim, vimos grande sinergia para executar esta operação — explicou Bonatti.

Segundo ele, é uma associação permanente e o valor do negócio é confidencial. O plano, com esse aporte de capital, é crescer mais na América Latina e entrar forte nos Estados Unidos. Depois, serão buscados mercados da Europa e Ásia. A empresa oferece hoje 51 empregos diretos e a projeção é aumentar em 40%, a maioria das vagas para Florianópolis. 

A Segware fechou o ano passado com faturamento de R$ 8,7 milhões, em 32º lugar entre as pequenas e médias empresas que mais cresceram no Brasil segundo a Exame. Para este ano, prevê R$ 20 milhões, uma expansão de 129%.  

Este é mais um investimento em função da qualidade das soluções tecnológicas de SC e também da projeção que o polo de tecnologia de Florianópolis está alcançando no mercado mundial. Outro exemplo recente foi a Neoway, de Big Data, que atraiu capital de alguns dos principais investidores mundiais do setor. Outro movimento interessante em função disso é a vinda de empresas de TI para a Capital.  

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