Empresa do setor elétrico estreia no ramo de linhas de transmissão Divulgação/Divulgação

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A multinacional Engie arrematou o lote 1 do leilão de linhas de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira ao oferecer deságio de 35% frente a menor receita máxima sugerida. Com esse projeto orçado em R$ 2,017 bilhões para o Estado do Paraná, que vai abrir mais de 4 mil empregos diretos , a companhia estreia no setor de transmissão de energia no país. Ao todo, foram 11 lotes que somaram receita de R$ 8,7 bilhões.

O lote da Engie compreende oito novas linhas de transmissão e trechos complementares, totalizando 1.146 quilômetros de extensão, mais cinco subestações de energia. O prazo da concessão do serviço público de transmissão é de 30 anos a partir da data da assinatura do contrato. Inclui construção, montagem, operação e manutenção das instalações.
Esse é mais um passo da Engie na diversificação de atividades com foco em energia renovável. 

— Enxergamos a oportunidade de ampliar e diversificar a nossa atuação no país e entrar no segmento de transmissão, que, com o reforço de novas linhas, melhora a eficiência energética do setor — uma das premissas básicas da Engie em seus investimentos - explicou Maurício Bähr, CEO do grupo no Brasil.

Segundo ele, ao transportar de modo mais eficiente a energia elétrica as linhas de transmissão contribuem para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Por isso, esse setor pode integrar o portfólio de Green Bonds emitidos pela companhia. Conforme Bähr, a Engie segue interessada em novas oportunidades de investimento em transmissão e geração de energia renovável. 

Com 31 usinas em todo o país e capacidade instalada de 11.059 MW (6%), a Engie é a maior produtora privada de energia no Brasil. Desse total, 90% vêm de fontes de energia limpa, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa. O grupo também atua com geração solar distribuída e serviços na área de energia, engenharia e sistemas na área de segurança, iluminação pública e mobilidade urbana. 

Com sede na França, a Engie global é presidida por uma engenheira de minas, Isabelle Kocher. A empresa, que prioriza energias limpas, está presente em 70 países, oferece 150 mil empregos diretos e encerrou 2016 com receita de 66,6 bilhões de euros.  

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