"O Udo Döhler chegou ontem no PMDB", diz Dário Berger Divulgação/Divulgação

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Na reunião conjunta das bancadas federal e estadual do PMDB, o senador Dário Berger sugeriu que o partido cobre posição do governador e do PSD. Chegou-se a cogitar até de rompimento. Sua tese não prevaleceu e o PMDB continua sem candidato. Mas Dário Berger defende de forma enfática a candidatura de Mauro Mariani ao governo em 2018.

Na reunião das bancadas do PMDB, o senhor defendeu o rompimento do partido com o governo Colombo?

Não foi bem assim.  Eu sugeri que o partido cobrasse do governador e do partido aliado uma posição se estão esgotadas todas as possibilidades de estarmos juntos em 2018. Na hipótese de ouvirmos isso do governador Colombo e dos líderes do PSD, evidentemente que vamos procurar nosso caminho. Não podemos ficar esperando por uma atitude futura de que o maior aliado não deseja estar conosco na próxima eleição.    

O senhor defendeu lançamento já de candidatos ao governo?

O PMDB é o principal partido de Santa Catarina, maior do que o PSD e o PP juntos, tem uma militância aguerrida, organizado em 295 municípios, 101 prefeituras. Este poderoso contingente está sem rumo, sem direção, na expectativa de construir um projeto para 2018. Ficou decidido de forma cabal e definitiva é que o PMDB terá candidato a governador em 2018. Tenho boa relação com o governador Colombo e com o presidente Merisio. E até a esperança de que o PSD possa estar conosco na próxima eleição, até porque estivemos na eleição de senador com Colombo, com o PSD na eleição de governador e na reeleição de Colombo. Há um compromisso moral em retribuir tudo aquilo que o PMDB ofereceu ao PSD.  Além disso, quando o Colombo se juntou com a Arena e as oligarquias nunca teve êxito. Paulo Bauer se  uniu com Arena e oligarquias, perdeu a eleição também. O Paulo Bauer ganhou quando se coligou com o PMDB. Colombo venceu quando estava aliado ao PMDB. Nós representamos o projeto vitorioso de poder ao longo de décadas.

O senhor gostaria de ser o candidato ao governo?

Eu não tenho essa disposição. O meu projeto e do PMDB é o do deputado Mauro Mariani. Ele vem se preparando há muito tempo para ser o nosso candidato. Era o pupilo, sucessor de Luiz Henrique. Eu e o Mariani conquistamos o partido. Eu disputei as prévias de 2010 com o Eduardo Moreira. Eu perdi para ele, que depois desistiu de ser candidato ao governo para apoiar Colombo. O Eduardo já teve sua oportunidade, assumiu o cargo de governador várias vezes e continua sendo vice-governador por dois mandatos. Agora, ele deve fazer um gesto para que o Mauro Mariani possa anunciar sua candidatura ao governo. Eu tenho respeito pelo prefeito Udo Döhler. Tem grande capacidade de gestão e de empreender. Agora, o Udo Döhler chegou ontem no PMDB. E o Luiz Henrique disse que no PMDB havia degraus a subir para conquistar o topo do poder. E quem está no topo da escada hoje é o deputado Mauro Mariani. Está preparado, conhece o Estado, está limpinho e não tem nenhum processo, é da iniciativa privada, teve experiência na prefeitura de Joinville, foi deputado estadual e federal várias vezes. Está preparado para enfrentar este desafio. Estou fazendo todo esforço para viabilizar a candidatura do Mauro Mariani ao governo.

 A Lava-Jato está alvejando líderes nacionais do PMDB. Preocupa que respingue em Santa Catarina?

Vamos fazer justiça: uma coisa é o PMDB nacional e outra é o PMDB catarinense. Não temos nenhum membro do PMDB de Santa Catarina atingido pela Lava-Jato. Temos que fazer um movimento para nos diferenciar e nos distanciar do PMDB nacional. Não fazemos parte desta turma do PMDB nacional investigada pela Operação Lava-Jato. O PMDB catarinense está limpinho e não tem nenhum investigado na Lava-Jato.

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