Financiamento do BID com Celesc divide a base governista na Alesc Germano Rorato/Agencia RBS

Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Os dois projetos de financiamento da Celesc com o BID e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) enviados pelo governador Raimundo Colombo à Assembleia Legislativa no mês de junho voltam a dividir sua base de apoio. O líder do PMDB, deputado Mauro de Nadal, voltou a apelar ao deputado Jean Kuhlmann (PSD), relator das duas matérias, para que agilize o parecer e traga logo a posição na próxima reunião. Teve o aval do deputado Dirceu Dresch (PT), que considera as condições dos financiamentos excepcionais para a Celesc e Santa Catarina.  São US$ 276 milhões com juros de 3% ao ano e excelente prazo de carência.

Os recursos se destinam à construção de novas subestações, melhoria e ampliação das redes de distribuição e aprimoramento do sistema no meio rural.

O deputado Valdir Cobalchini (PMDB) reforçou os apelos, sustentando que as operações já foram aprovadas pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento.

Kuhlmann alega que a dívida do governo catarinense já é elevada e que deseja ter dados concretos para se posicionar. Quer posição do secretário-adjunto da Fazenda, que poderá comparecer na próxima semana em nova reunião da Comissão. Teve a solidariedade do líder do governo, Darci de Matos, fato considerado estranho pelo PMDB, eis que a matéria é de origem do Executivo.

O PMDB acusa o PSD de bloquear os financiamentos por motivos políticos e eleitorais. Os governistas sustentam que a situação do Estado é delicada e que é preciso cautela com mais endividamento. O cabo de guerra PSD-PMDB continua sendo esticado.

Discriminação
O descontentamento das bancadas do PMDB e do PSDB com o governo do Estado ficou claro na reunião conjunta realizada durante almoço na Capital. Motivo da insatisfação: privilégio de convênios para liberação de recursos para prefeitos do PSD e do PP, em detrimento dos administradores do PMDB e do PSDB.  Levantamento feito por assessores das duas bancadas comprovou o que chamam de "discriminação".

Saúde
O agravamento da crise da saúde e da assistência médico-hospitalar em Santa Catarina tem origem no congelamento das tabelas do SUS. É o que sustenta o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Luiz Eduardo Cherem, que determinou uma investigação sobre esta dilema da população. A situação é tão dramática que as clínicas estão sem agenda até para exames por imagem particulares. Explicável: o setor público está falido e a iniciativa privada não qualquer incentivo para investir no setor saúde.  

Judicialização
Defensoria Pública do Estado e da União realizaram reunião em Florianópolis para estudar medidas que possam minimizar os custos da judicialização da saúde. Recursos destinados à assistência médico hospitalar da população estão sendo comprometidos com as decisões judiciais que afetam os orçamentos públicos. Os dois órgãos vão celebrar um termo de cooperação.

Na berlinda
Maior preocupação dos líderes do PMDB de Santa Catarina com as eleições de 2018: as diversas denúncias contra o presidente Michel Temer, as investigações e indiciamentos da Polícia Federal contra os senadores da cúpula partidária e agora contra o "quadrilhão da Câmara", todos por corrupção.    

Curtas

* Com 64 anos de bons serviços à população do oeste, a Rádio Chapecó receberá da CDL no próximo sábado o Troféu Mérito Lojista.

* Câmara Municipal de Criciúma realiza solenidade nesta quarta, às 19h, em homenagem aos 100 anos da Catedral São José.

* Desembargador aposentado Carlos Prudêncio fará conferência no 2º Congresso de Compliance nos Partidos Políticos, a ser promovido amanhã e sexta-feira pelo Instituto ARC, em Jurerê.

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