Uma reunião inédita, em defesa de Florianópolis e de ações concretas para preservar seu patrimônio e seu futuro, aconteceu na Federação do Comércio, por iniciativa do FloripAmanhã. Lá estiveram presidentes e dirigentes de mais de 40 entidades, entre empresariais, corporativas, profissionais, comunitárias e sindicais, para o lançamento do Movimento "Floripa Sustentável".

A partir desta terça começa a ser veiculada uma campanha que pretende debater a situação atual da capital catarinense, a perda de qualidade e a abertura de um amplo debate com todos os segmentos para busca de consenso em torno de quatro pilares: crescimento econômico, preservação ambiental, desenvolvimento social e planejamento urbano.

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, colocou o dedo na ferida ao revelar seu inconformismo com os contra que impedem o desenvolvimento sustentável da cidade e acabam contribuindo para que registre hoje "traços de decadência". Citou com contundência pertinente: "Aumento da violência e da criminalidade, insegurança jurídica, queda dos empregos, falta de planejamento e inexistência de uma política de incentivo aos investimentos em turismo, tecnologia e inovação".

Um dos idealizadores do movimento, empresário Fernando Marcondes de Mattos, fez um discurso esperançoso, enfatizando que alguns fatos novos revelam mudança da atual conjuntura, como a construção do novo aeroporto, a mobilização de diferentes segmentos sociais. O coordenador, Luciano Pinheiro, da Acif, destacou que a ideia é de um amplo debate, a abertura de negociações e a busca de consenso com todos os atores, entidades e cidadãos residentes na Capital.

Decadência
Florianópolis, a Capital Turística do Mercosul, está empobrecendo, em decadência. Tudo travado, sem investimentos, insegurança jurídica e falta de perspectivas. Enquanto em Chapecó estão sendo construídos 12 hotéis e Maceió (Alagoas) outros 36, em Florianópolis apenas um. O Movimento Floripa Sustentável quer iniciar uma nova fase, revertendo a atual situação. 

Mais críticas
A decisão do juiz Marcelo Krás Borges, da Vara Ambiental Federal, de mandar demolir a ponte sobre o canal da Barra da Lagoa, na Ilha de Santa Catarina, foi criticada durante o lançamento do Movimento Floripa Sustentável. O publicitário Roberto Costa afirmou que a nova ponte vai atender os pescadores, os turistas e a comunidade de Florianópolis. Proclamou: "A cidade é dos florianopolitanos; não de uma minoria radical". Outros acharam a decisão "absurda". 

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