Como será a educação no futuro? Eu me pergunto isso todas as vezes que entro em uma sala de aula. Acho que estamos no meio do caminho: todos já nos demos conta de que a figura tradicional de um professor com um giz na mão, enchendo o quadro negro de textos, já não existe – ou, pelo menos, está fadada a desaparecer em pouco tempo. A tecnologia está transformando a sala de aula de uma forma tão rápida e surpreendente que fica até difícil imaginar o que vai acontecer daqui para frente. Uma coisa, porém, é certa: o mundo mudou e a educação também. As inovações tecnológicas vieram para ficar e sabendo usá-las todos só temos a ganhar com esta revolução. É um momento fantástico para aprendermos juntos, pais, professores e alunos.

Mais um passo no sentido de entendermos e nos situarmos neste novo tempo será dado amanhã, quando acontece em Florianópolis a terceira edição do Seminário Internacional de Educação, promovido pela Fiesc. Educação, inovação e desenvolvimento econômico serão temas de debates de especialistas brasileiros e internacionais. Já na abertura, o professor da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Castello Branco, tentará responder à pergunta mais instigante do evento: Como será o mundo em 2030 em relação à economia e à educação? Acho tão complicado saber o que vai acontecer no Brasil até o final do ano, imagina então prever como estará o mundo daqui a 15 anos...

A troca de experiências é sempre muito importante e este também é um dos objetivos do seminário. Ao longo do dia, serão conhecidas histórias bem-sucedidas em educação de países como a China (Xangai), que lidera a avaliação internacional de desempenho dos estudantes: e dos Estados Unidos (Boston), que abordará as inovações recentes no Vale do Silício, região da Califórnia na qual está situado um conjunto de empresas voltadas à geração de inovações científicas e tecnológicas. E também especialistas da Finlândia vão falar sobre o trabalho de capacitação de professores das entidades da Fiesc que realizam. Muito legal conhecer estas experiências positivas que vêm de fora e – por que não? – se for o caso, adaptá-las também para a realidade brasileira.

No encerramento do seminário, que será realizado na sede da Fiesc, em Florianópolis, Mozart Ramos lança o livro Educação Brasileira: Uma Agenda Inadiável. Além de conselheiro do movimento A Indústria pela Educação, ele dirige a área de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, ONG dedicada especialmente à educação básica no Brasil.

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DIÁRIO CATARINENSE
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