Avança de forma acelerada a conscientização de pessoas de todas as idades de que as nossas cidades e o planeta não suportam mais o transporte individual. Chegou a era do transporte coletivo mais sustentável, das bicicletas, do metrô, das balsas e de outras alternativas.

Afirmo que caiu a ficha por diversos motivos. Um deles é que o aplicativo Uber, apesar de criticado, passou a valer no mercado cerca de US$ 50 bilhões (o equivalente a R$ 200 bilhões), mais do que os valores de mercado do Itaú (US$ 40 bilhões), Petrobras (US$ 29 bilhões) e Vale (US$ 24 bilhões) observa o presidente do Instituto Ideal, de energias alternativas, Mauro Passos, estudante de pós-graduação em Buenos Aires, onde faz monografia sobre o futuro dos carros elétricos da América Latina. Passos observa que se o Uber é uma alternativa para o transporte do futuro, especialmente o não motorizado, poderá ter preço muito maior.

Outro fato que chama a atenção é que pessoas mais maduras passaram a afirmar que as cidades deixarão de ser abarrotadas de carros e a preferência será por transporte coletivo. Fizeram esse alerta o prefeito de Joinville, Udo Döhler, e o ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, que tem 87 anos.

Mais relevantes para nós são os efeitos negativos da poluição gerada por veículos. Até em Florianópolis, na arborizada região da UFSC, enfrentamos poluição urbana acima do admitido pela Organização Mundial da Saúde. Foi isso que concluiu pesquisa feita pelo estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental da Instituição, Lucas Vicent de Barros, orientado pelo professor Henrique Lisboa e pelo pesquisador Marlon Brancher ainda em 2013. Isso mostra que precisamos mudar urgente o modelo atual. Sinaliza também que oplano de transporte coletivo integrado para a Grande Florianópolis, com BRT, deveria priorizar veículos elétricos.

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