O homem se habituou a mastigar junto com o desjejum o único alimento capaz de lhe transferir poder: a informação.

Esta é a grande vantagem de um jornal sobre, por exemplo, torradas amanteigadas ao amanhecer... Mas nada impede que as duas delícias sejam consumidas ao mesmo tempo.

"Informação é poder", já dizia em plena Idade Média o filósofo inglês Francis Bacon, muito antes de se transformar, sem querer, no universal recheio de um sanduíche fast food. É esse múltiplo jornal do século 21 que transpõe todas as manhãs a fresta da sua porta e sopra o mundo para dentro da sua casa.

Um jornal também é, e sempre será, uma folha impressa, primaveril, imprimindo o tempo e atapetando os caminhos da vida. A aldeia é global, mas o homem vive primordialmente no seu chão, espelho de sua identidade.

O mundo é a notícia aquecida pelo café da manhã, uma casa abrindo suas janelas para o universo, pelas ondas do rádio, da tevê ou pela ubiquidade da internet.

Reunindo os meios de comunicação da segunda onda com os da terceira e da quarta geração, os veículos da RBS se interligam e se complementam trocando dados, símbolos e imagens entre si. Essa moderna interpenetração transforma os meios individuais num sistema. Suas mensagens atravessam as fronteiras dos Estados e dos países — e dentro desses, o de cada nação cultural.

O jornal moderno é assim: mundial e local. Como o DC, um catarinense integral, do litoral de Florianópolis à serra de São Joaquim; do planalto de Lages ao ocidente do rio Peperi-Guaçu, fronteira com a Argentina; das planícies carboníferas de Criciúma ao norte industrializado de Joinville.

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O DC renovado sabe que a grande lei da cultura é deixar que cada homem viva segundo o cânone de sua região.

Essa característica maneira de ser e de viver está no jornal físico e virtual, no rádio e na tevê, com os falares do serrano ou do açoriano, mas não deixa de estar representada nas grandes e pequenas telas do mundo digital.

Esse jornalismo antecipa o futuro, com as seis características profetizadas por Alvin Toffler para uma aldeia global: interatividade, mobilidade, conversibilidade, conectividade, ubiquidade e globalização.

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