Educação de alta qualidade é saída para o país no longo prazo divulgação/Heraldo Carnieri

Foto: divulgação / Heraldo Carnieri

Desenvolvimento econômico, riqueza e alta qualidade da educação andam lado a lado. O Brasil só conseguirá estabilidade consistente na economia e maior renda média se alcançar, na educação, padrão semelhante aos países de ponta. O modelo de ensino não precisa ser idêntico e nem é necessário muito dinheiro. Vale a eficácia, o resultado. Isso tudo ficou claro no terceiro Seminário Internacional de Educação, ontem (20), que reuniu especialistas do Brasil, Finlândia, EUA e China na Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), em mais uma ação do Movimento a Indústria pela Educação.

Ao abrir o evento, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, falou da importância da atenção ao ensino cedo. Citou estudo do Prêmio Nobel em economia James Heckman de que o investimento tardio na educação custa 60% mais caro. Adiantou que este ano o Movimento incluiu a participação dos jovens e, no ano que vem, focará a gestão escolar. Primeiro palestrante, o professor da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Castello Branco alertou que a melhoria da produtividade, um dos grandes gargalos da economia brasileira, depende do avanço da qualidade da educação. Disse também que os serviços pesam cada vez mais no PIB e requerem profissionais mais preparados.

A PhD Essi Ryymin informou que seu país, a Finlândia, que tem a melhor educação da Europa e uma das melhores do mundo, têm uma grade curricular mais livre, focada em eficiência no aprendizado. Isso colocou o país no topo dos países mais inovadores do mundo. O evento teve palestras, também, sobre os modelos de educação de Xangai, na China, e do Vale do Silício, que se destacam pela qualidade.

Dois convênios foram assinados durante o seminário. Um com o Google, para professores do Sesi e Senai usarem a plataforma educacional da rede social. Outro foi da Fiesc com a MindLab, instituição voltada ao desenvolvimento de tecnologias educacionais, que beneficiará 45 mil alunos do Estado e tem parceria da Secretaria Estadual de Educação e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Na foto, o presidente Côrte (E), com o diretor do Google for Education Rodrigo Pimentel, mais o superintendente do IEL/SC, Natalino Uggione (D) e o superintendente do Sesi/SC, Fabrizio Machado Pereira (aos fundos) durante a assinatura da parceria.

Quem falou sobre o avanço chinês na educação foi Tiejun Gu, diretor do Confucius Institute. Destacou a reforma dos anos de 1970 que passou a exigir, no mínimo, nove anos de estudo e, a partir do ano passado, o investimento de 4,15% do PIB em educação, que atendeu 138 milhões de alunos e 9 milhões de professores. James Ito-Adler, presidente do Cambridge Institute for Brazilian Studies, recomendou ao Brasil a ampliação de infraestrutura de pesquisas e internacionalização de projetos em universidades.

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