Expolages projeta polo de bovinos jovens para corte Associação Rural de Lages,divulgação/Associação Rural de Lages,divulgação

Foto: Associação Rural de Lages,divulgação / Associação Rural de Lages,divulgação

Um dos maiores eventos agropecuários do Sul do Brasil, a Expolages acontece esta semana no Parque Conta Dinheiro, em Lages. A recepção de animais começa hoje e o evento segue até domingo, com leilões e palestras. Segundo o pecuarista Márcio Pamplona, presidente da Associação Rural de Lages, organizadora do evento, a região avança como produtora de animais jovens para carne de alta qualidade.

Quais são as expectativas para a Expolages?

 As melhores possíveis. A agropecuária está liderando o crescimento da economia. Apesar de todo o conjunto de crises, o produtor precisa continuar investindo para ter retorno. Vemos um momento favorável para investimentos, tanto na área de genética para bovinos de corte, quanto na agricultura. A nossa exposição é tradicional e forte na pecuária. É a mais antiga do Estado, realizada há 95 anos. A primeira foi em 1920 e desde 1949 é realizada todos os anos.

 Como evolui a pecuária de corte na região de Lages?

 Bem, mas estamos trabalhando para ampliar a produção e aprimorar ainda mais a genética e a precocidade. Tivemos uma evolução expressiva na comercialização de animais. Números da Cidasc mostram que em 2009 foram comercializados na região 93.580 animais, e em 2014 alcançamos 209.698, o que significa 115% a mais, considerando os que foram para abate ou para terminação. O diferencial é que nossa região está se tornando um polo de animais jovens que são encaminhados para terminação no Litoral, em confinamento ou não. Esses animais são vendidos com 10 meses ou 12 meses e são abatidos com menos de 20 meses ou até 30 meses.

E o mercado para carnes?

 Temos muito mercado. O Estado importa cerca de 140 mil toneladas de carne bovina por ano. Em valores, é mais de R$ 1 bilhão. Nós queremos ampliar a produção para abastecer o mercado catarinense com carnes de qualidade, marcas próprias locais. Precisamos alcançar um padrão. Carnes de frango e de suíno de Santa Catarina já têm um padrão.

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DIÁRIO CATARINENSE
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