A gestão da reitora Roselane Neckel sofreu uma acachapante derrota política na eleição do novo reitor, realizada entre professores, estudantes e servidores. Entre os cinco candidatos, a atual reitora ficou em penúltimo lugar. Sua administração, envolvida em múltiplas polêmicas e marcada pela falta de comando e prevalência do assembleísmo que está liquidando o Hospital Universitário, foi rejeitada pela esmagadora maioria da comunidade acadêmica.

Como se isso não bastasse, a reitora entrou com uma ação inédita na Justiça Federal. E obteve decisão favorável, pelo menos por enquanto. Como não efetuou o pagamento de faturas da Celesc Distribuição pelo fornecimento de energia elétrica, buscou uma solução administrativa. Propôs à Celesc que todas as faturas atrasadas, incluindo as deste final de semestre, sejam pagas só em 2016. A estatal estava se preparando para dar a resposta negativa, alegando que tal providência contraria todas as normas do setor e a regulamentação da Aneel.

Neste meio-tempo, a reitoria da UFSC entrou com ação de antecipação de tutela e requereu o impedimento no fornecimento de energia, mesmo sem pagar as faturas atrasadas. Alegou que os recursos para pagamento dessa despesa não foram repassados pelo MEC.

O juiz substituto Diógenes Tarciso Marcelino Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal da Capital, concedeu liminar proibindo a Celesc Distribuição de efetuar qualquer interrupção de energia. E fixou multa de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

A Celesc vai entrar com recurso para tentar cassar a liminar. O fato não tem precedentes na história da empresa.

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DIÁRIO CATARINENSE
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