Posso ser antiquada, mas a verdade é que gosto muito mais de fotografias reveladas e ampliadas no papel do que de fotos digitais. Adoro ver álbuns antigos, folhear páginas que me trazem boas lembranças de um passado nem tão distante assim. Sei que hoje tudo é muito mais ágil, fácil, prático e provavelmente com uma qualidade superior, mas não adianta. Gosto de pegar a foto na mão, fazer o quê? Já digitalizei centenas de fotos antigas – algumas com quase um século de história. Acho importante guardá-las também desta forma, para que não se percam. Tento unir o melhor das duas épocas: uso a máquina fotográfica digital, mas mando ampliar no papel as fotos de que mais gosto.


Os avanços tecnológicos nos permitem armazenar documentos, músicas, fotos e vídeos de forma digital. Os computadores, celulares, tablets e pen drives ocupam, hoje, a função das gavetas de anos passados, diz uma frase que li há pouco. E é verdade. A grande vantagem é que os arquivos digitais não ocupam espaço. Mas será que são realmente seguros?


Fiquei pensando nisso quando li uma declaração do vice-presidente do Google e co-criador da web, Vint Cerf, que diz estar preocupado com as imagens e documentos que hoje estão salvos apenas em formato digital. Ele acredita que esses arquivos possam ser perdidos em algum momento da história, à medida que hardware e software se tornem obsoletos. Cerf teme que as gerações futuras possam não ter nenhum registro do século XXI, o que levaria a humanidade a uma Idade das Trevas Digital.


Já pensou em perder todas as fotos do seu casamento, do nascimento do filho, daquela viagem especial e única? Óbvio que sair imprimindo toda e qualquer foto é desperdício de dinheiro e também uma atitude antiecológica. Mas não custa nada separar aquelas lembranças mais queridas e que estão guardadas apenas em meios digitais e mandar fazer algumas cópias – ou imprimi-las em casa, se for o caso, e garantir que elas não irão desaparecer. Por via das dúvidas, já estou fazendo isso.



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DIÁRIO CATARINENSE
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