Em nome do – entre aspas – politicamente correto, não se pode mais chamar um homem negro de homem negro, tem que ser afrodescendente; não se pode mais dizer que uma pessoa está com aids, mas sim que é soropositiva; não se pode mais dizer casamento gay, tem que ser união homoafetiva.

Em nome do politicamente correto, aqueles que dizem que fazem o politicamente correto se consideram seres superiores, acima do bem e do mal, criadores infalíveis de regras e leis. São os deuses dos novos tempos. Em nome do politicamente correto, cachorros podem ter médico 24 horas, banho de ofurô e ração de caviar. Já as crianças, as crianças pobres, bem entendido, podem passar fome, dormir desagasalhadas, esperar seis meses por uma consulta médica e morrer por falta de cirurgia.

Em nome do politicamente correto, alguns seres humanos dotados de empáfia sentem-se no direito de lhe enviar e-mails ofensivos porque Cacau mostrou dois cachorrinhos puxando o carrinho de uma criança na televisão. Não há maldade, não há malícia, ao se mostrar esse vídeo. E os pavões que defendem as crianças no lixo e os cachorros dentro de casa, armam suas penas como se fossem os donos da verdade. E são donos da verdade mesmo: da verdade que eles criaram.

Que as crianças continuem jogando suas bolas ou pedaços de pau para que os cachorros corram atrás. Sou o que defendo, mas não me deixo enredar pelo fanatismo. Que essa parte fique com os xiitas.

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