O secretário do Planejamento, Murilo Flores, confirmou à CBN Diário que serão necessários investimentos de mais R$ 300 milhões para a conclusão da restauração da ponte Hercílio Luz. Somados aos R$ 180 milhões já empregados nestes 33 anos de interdição, o poder público terá aplicado ao final cerca de R$ 500 milhões.

Esta soma milionária, acrescida das informações que se propagam com velocidade nas redes sociais de que parte do que foi gasto alimentou o caixa dois de partidos, candidatos e campanhas políticas, vem gerando uma ampla reflexão na população sobre o que fazer com a Ponte Hercílio Luz.

Anos atrás, o engenheiro Anibal Borin, já advertia que o aço empregado na estrutura - o melhor da época - tem excesso de carbono. É fácil de trincar e, com pequena rachadura, rompe-se. Naquela época, chegava a sugerir o desmonte da ponte e a construção de uma nova, com aço moderno e mais resistente para 100 anos, mantido o perfil do ícone principal do Estado.

Idêntico parecer tem a assinatura do engenheiro Berend Snoeijer, professor de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFSC, que subiu na torre da ponte em 1982 e periciou o olhal trincado, causa da interdição determinada pelo IPT de São Paulo. Ele é especialista em resistência de materiais e realizou minuciosos exames de laboratório.

A American Bridge desistiu da recuperação. Que outra empresa detentora de alta tecnologia em ponte pênsil assumirá o risco de recuperar a Hercílio Luz? E que garantias terão os catarinenses de, investindo mais de R$ 300 milhões, de que a restauração garantirá mais 50 anos de uso?


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