Procurador da Lava-Jato: lei penal tem que mudar  Divulgação/Divulgação

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A Operação Lava-Jato, que vem desbaratando quadrilhas de empresários e políticos que desviaram bilhões de recursos de órgãos públicos federais, só representará um marco na história do combate à criminalidade e à impunidade no Brasil se houver mudanças na legislação penal.

A tese foi defendida na Faculdade Estácio de Sá pelo procurador Deltan Dallagnol ao propor o engajamento de todas as instituições e dos cidadãos em geral na campanha 10 Medidas Contra a Corrupção. Um portal com todos os dados sobre esta nova mobilização popular está disponível na internet.

A campanha tem uma dificuldade operacional porque só são aceitas assinaturas físicas, o que exige atuação determinada dos que se engajarem no movimento.

Coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Dallagnol fez questão de destacar o empenho, a competência, o espírito público e os esforços dos integrantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Receita Federal, além das qualidades de gestor e estrategista do juiz Sérgio Moro.

Voltou a enfatizar que a Lava-Jato está distante do fim. O balanço parcial revela que foram feitas 20 denúncias contra 103 pessoas, 36 pedidos de cooperação internacional e revertidos ao poder público R$ 500 milhões. O total das propinas desviadas até agora atinge R$ 6 bilhões.

– A Lava-Jato não muda o Brasil – advertiu o procurador Dallagnol. O que pode mudar o Brasil é uma nova legislação penal que combata as prescrições, os excessivos recursos e a impunidade.

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DIÁRIO CATARINENSE
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