Medidas para cartões começam a ser adotadas Diogo Zanatta/Especial

Foto: Diogo Zanatta / Especial

O governo federal aproveita a crise profunda para implantar mudanças necessárias ao mundo dos cartões de crédito. Entrou em vigor nesta terça a Medida Provisória 764, que autoriza os lojistas a praticar preços diferentes para venda de um mesmo produto, dependendo do meio de pagamento. O lojista poderá cobrar um preço menor nas vendas com dinheiro ou cheque, do que com cartão de crédito ou débito. A lei anterior não permitia preço diferente. Agora, falta o governo regulamentar a limitação da cobrança de juros no rotativo dos cartões de crédito por um mês, com parcelamento na sequência. Isso pode ocorrer em cerca de três meses. O objetivo é acabar com o juro perto de 500% ao ano, que só traz ganhos fáceis para bancos, incluindo os estatais, enquanto o consumidor enfrenta perdas absurdas e a inadimplência chega a 36%.  
A lei que exigia o mesmo preço para vendas com cartão e com dinheiro visava proteger o consumidor, mas na prática elevava custos e também só beneficiava operadoras de cartões porque o lojista tinha despesa maior e transferia isso aos preços. No caso de pagamento com cartão de crédito, a loja tem um custo de até 9% com taxas que vão de 2,5% a 7% do valor da venda e mais a demora de cerca de 30 dias para receber. Isso não ocorre se ela recebe à vista em dinheiro ou cheque. Para o presidente da Federação das CDLs de SC, Ivan Tauffer, essa mudança será positiva. 

Outra prática, embora não prevista em lei, mas que gera grandes distorções, é a venda à vista e a prazo pelo mesmo preço. É claro que a prazo custa mais para o lojista porque o crédito é caríssimo no Brasil. O ideal é que preços à vista e a prazo sejam diferentes. Todas essas mudanças previstas, se entrarem em vigor, vão permitir um equilíbrio maior, práticas e taxas mais parecidas com as do primeiro mundo.

Aposta no coworking
O grupo Aurinova, de Joinville, que atua com incorporação imobiliária de alto padrão, saúde e tecnologia, ingressou na economia colaborativa com a abertura de rede de ambientes compartilhados para trabalhar, a CO.W Coworking Space. Já são duas unidades em Joinville e uma em São Paulo, no sofisticado bairro Itaim-Bibi. Segundo o fundador e presidente do grupo, Renato Auriemo (foto), a meta inclui abertura de 15 espaços em cinco anos, incluindo Florianópolis e outras cidades de SC. O CO.W recebe executivos de empresas, inclusive multinacionais, estudantes e outros profissionais, favorecendo o networking.  

Dinheiro para PDI
O conselho de administração da Celesc se reuniu nesta quarta para aprovar uma ampliação de verba necessária para o Programa de Demissão Incentivada (PDI) em curso. Foram mais R$ 1,7 milhão. A estatal anunciou o programa em outubro último para adequar sua força de trabalho à estrutura e aos custos. Foram homologadas 61 inscrições para desligamentos, que exigirão cerca de R$ 16 milhões, com prazo médio de pagamento de 29 meses. 

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