Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

De Florianópolis para Nijmgen, na Holanda. A professora e cicloativista Ana Destri,  que trabalha no Núcleo de Educação Infantil Municipal (NEI) Nagib Jabor, no bairro Estreito, está participando esta semana do Velocity, um evento que congrega uma série de conferências sobre ciclismo e que tem como objetivo encorajar as pessoas para a prática da pedalada como parte do transporte diário e recreação, contribuindo para um mundo mais saudável. A Holanda, como se sabe, é um dos países que mais utiliza a bicicleta no mundo, seja para deslocamento diário ou recreação. Por isso, ter uma catarinense lá mostrando o seu projeto desenvolvido em Florianópolis é uma honra muito grande.

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Ela criou em 2013 o projeto Bicicleta na Escola, de forma tímida, meio que por acaso, e em pouco mais de três anos ele já foi copiado por várias cidades brasileiras e agora está ganhando o mundo. Ana conta que sempre teve uma vida saudável e praticava exercícios, mas que depois de descobrir um problema de saúde resolveu também começar a pedalar. Decidiu ir diariamente de bike para a escola onde dava aula na época, a José Jacinto Cardoso, na comunidade da Serrinha. As crianças se encantaram, ficaram curiosas e queriam saber mais sobre ciclismo.

''As crianças ficavam em volta de mim quando eu chegava na escola, queriam saber como eu ia do meu bairro (Coqueiros) até a Serrinha, como passava a ponte com a bicicleta, se era perigoso e coisas do tipo'', conta Ana.  Foi de repente, então, que surgiu o projeto Bicicleta na Escola, a partir da curiosidade dos próprios alunos. A professora começou a repassar orientações sobre como pedalar com segurança, os benefícios da bike para a saúde, noções de mobilidade urbana e responsabilidade no trânsito, já que eles também queriam ir e voltar para casa usando a bicicleta.

O que era um objetivo pessoal de Ana passou a ser um projeto da escola. No ano seguinte ela e três amigas do grupo de ciclismo Bike Anjo conseguiram implantá-lo em outras escolas da rede municipal de ensino de Florianópolis. Hoje, já atinge mais de 2 mil crianças, de várias escolas, e foi replicado em outros Estados. O sucesso é tanto que a professora  já participou de dois fóruns mundiais da bicicleta, um em Santiago, no Chile, e outro na Cidade do México. E agora na Holanda. ''Falar sobre um projeto ciclístico no país da bicicleta esta sendo uma experiência surreal'', conta Ana. Sucesso merecido. 

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