Colombo manteve-se sereno mesmo com vaias durante premiação cultural Jaqueline Noceti/Secom

Foto: Jaqueline Noceti / Secom

Diante de um CIC lotado por integrantes da classe artística, Raimundo Colombo encarou de peito aberto na terça-feira à noite a maior vaia já recebida em sete anos de administração. Foi durante a premiação do Edital Elisabete Anderle, um dos principais programas estaduais na área. Numa das raras aparições do governador em um evento da cultura, ele sabia que iria encarar uma plateia formada, em grande parte, por opositores. E mesmo diante de um barulho ensurdecedor na tentativa de abafar sua fala, manteve-se sereno e persistente.

Aliás
Além do próprio Edital (que neste ano distribui R$ 5,6 milhões para 175 projetos), o governador anunciou também o repasse para o Prêmio Catarinense de Cinema, que chegará a R$ 8,4 milhões entre recursos estaduais e federais para atender a 23 projetos audiovisuais. Colombo fez questão de permanecer até o final do programa, quando acabou sendo cumprimentado por vários ativistas culturais. Em tempos de notas oficiais e fugas de políticos dos microfones, um exemplo de maturidade ao lidar com visões antagônicas de maneira republicana e respeitosa.

Enquanto isso...
É importante o governo do Estado também ter a capacidade para compreender que as manifestações da classe artística não são apenas ideológicas. Além da crise econômica, uma onda conservadora tem provocado ainda mais instabilidade no setor, que depende basicamente de recursos públicos para conseguir viabilizar as produções.

No pincel
É dado como certo nos bastidores que, quando o governo rescindir o contrato com a SPDM, atual gestora do Samu, o Centro Administrativo e a Organização Social farão jogo de empurra sobre o pagamento das rescisões dos funcionários. A bomba estoura em dezembro com valores astronômicos.

Olhais prontos
As peças usinadas de aço necessárias para a restauração da ponte Hercílio Luz estão prontas. A notícia foi dada ao governador Raimundo Colombo pelo diretor-superintendente da Usiminas Mecânica, Heitor Takaki, quarta à tarde, no Centro Administrativo. Takaki contou que produziu as peças em seis meses e todas as barras de olhais já estão finalizadas.

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