Williams' Brazilian driver Felipe Massa powers through a corner during the first practice session for the Formula One Australian Grand Prix in Melbourne on March 24, 2017.  / AFP PHOTO / Paul Crock / IMAGE RESTRICTED TO EDITORIAL USE - STRICTLY NO COMMERCIAL USE
Foto: Paul Crock / AFP

Sinal verde para a especulação
A reportagem da Folha de S. Paulo publicada no fim de semana reacendeu o sonho de Santa Catarina receber uma prova da Fórmula 1, desta vez especificamente em Florianópolis. Aos que se entusiasmaram com o projeto, vale informar que a chance é tão real quanto a do metrô de superfície passar pela ponte Hercílio Luz ou a construção da quarta ponte entre o Continente e a Ilha: zero.

A estratégia de utilizar o interesse de SC em receber a prova como moeda de troca para pressionar a prefeitura de São Paulo não é novidade. A empresa que detém os direitos do círculo da F-1 já fez isso em 2012. Como memória não é o forte em tempos de redes sociais, o assunto rapidamente ganhou destaque. Há cinco anos, Bernie Eclestone, o então todo poderoso chefão da F-1, desembarcou em Santa Catarina onde foi recebido pelo governador Raimundo Colombo, deputados e secretários com direito a pompa e circunstância. A ideia era construir um autódromo em Penha junto ao parque Beto Carrero. A visita, claro, teve ampla cobertura jornalística. Eclestone foi embora com a promessa de dar a resposta em poucos meses. O tempo passou. O sim nunca veio e ele até já vendeu sua participação no comando do circo. Naquela época faltavam exatos dois anos para expirar o contrato com São Paulo. Em 2014 foi renovado até 2020. Faltando exatamente dois anos para nova renovação com os paulistanos, o assunto volta à baila com ares de novidade.

Não se trata de ser contrário a um evento desta magnitude. A questão é prática. A cidade é a capital com a pior mobilidade urbana do país. Os investimentos para uma prova destas ultrapassam fácil a casa dos R$ 500 milhões. Teria sido muito mais honesto se a prefeitura, ao invés de falar em sondagens (quem?, quando?), fosse honesta em admitir que a cidade não tem estrutura para receber o evento.

Jogar para a torcida é apenas alimentar falsas esperanças. Se a turma do contra contesta duas quadrinhas de areia na Beira-Mar Norte ou as filas no trânsito em dias de Iron Man, imagina a guerra que não viria por aí. O que se espera é que o sinal verde funcione ao menos nos semáforos, totalmente desregulados. Porque em grid de largada, vai ser difícil por aqui.

Imagem é tudo
Se tem uma regra não escrita, mas que vale ouro na magistratura, é a discrição tanto na vida pessoal quanto profissional dos juízes. A acirrada disputa para a presidência do Tribunal de Justiça de SC, conforme esta coluna vem relatando, ganhou destaque no fim de semana na imprensa nacional na revista Veja e no Estadão. A ida do desembargador Cesar Abreu ao STF evidencia ainda mais um racha entre os integrantes da corte.


Obra de arte
A prefeitura de Florianópolis iniciou a seleção de arte para uma intervenção na Avenida Beira-Mar Continental. O tema a ser trabalhado será a Ponte Hercílio luz, que segundo a precisão dos técnicos deve estar entregue à cidade no fim de 2018 e prevê a qualificação urbana e paisagística do espaço, localizado na esquina da rua Heitor Blum com a Beira-Mar Continental. O prazo para participação dos artistas vai até 8 de março de 2018 e todas intervenções serão custeadas por uma construtora.

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