A ex-senadora e ex-ministra Ideli Salvatti (PT) está de volta a Santa Catarina. Ela deixou a Organização dos Estados Americanos (OEA), com sede em Washington (EUA), onde ocupava o cargo de assessora de acesso a direitos e à equidade. Ela assumiu o posto em junho de 2015, pouco depois de perder a pasta dos Direitos Humanos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Na época, o cargo nos Estados Unidos foi articulado pela então presidente junto ao secretário-geral da OEA, Luiz Amagro. Como não se tratava de uma vaga de indicação do governo brasileiro, a petista sobreviveu às tentativas de substituição feitas pelo Ministério das Relações Exteriores, já no governo de Michel Temer (PMDB).

Em nota, Ideli afirmou que deixou a vaga "para se dedicar à saúde e à família" e que voltará a morar no bairro Estreito, em Florianópolis. Sem cargo, voltará à militância do partido e deve se engajar no projeto da nova candidatura do ex-presidente Lula ao Planalto. 

A ex-ministra também se pronunciou sobre a morte de Luiz Carlos Cancellier, ex-reitor da UFSC investigado pela Operação Ouvidos Moucos por supostamente obstruir investigações sobre irregularidades em um programa de ensino à distância. Ela comparou o suicídio de Cancellier e as homenagens prestadas à ela ao episódio da Novembrada, em 1979.

Leia a nota:

Em 1979, em Florianópolis, a juventude esbofeteou o ditador da época, o General Figueiredo, no episódio conhecido como novembrada. Passados 38 anos, em Florianópolis, o Reitor da UFSC, Cancellier, que viveu a novembrada, esbofeteia com sua morte os ditadores de agora: juizes e mídia. Cancellier nunca mudou de lado, o lado da democracia, da verdade, professor de Direito, ministrou sua Aula Magna de Justiça.

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