Se o destino e as articulações políticas levarem mesmo os catarinenses a um cenário com Gelson Merisio (PSD), Mauro Mariani (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) como principais candidatos ao governo, é certo que essa escolha se dará mais no terreno do estilo pessoal do que no campo ideológico. Poucas ideias separam o trio, assim como seus partidos. A quantidade de vezes que estiveram no mesmo palanque comprova isso.

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Dos três, o senador tucano Paulo Bauer é o mais conhecido dos catarinenses. Foi vice-governador, deputado estadual e federal, secretário de Educação, disputa e ocupa cargos públicos desde os anos 1980. O deputado estadual Gelson Merisio e o deputado federal Mauro Mariani carregam o desafio extra de se apresentarem como os novos rostos das mais tradicionais correntes políticas do Estado. Por isso é curioso notar como são opostos os estilos os do pessedista e do peemedebista.

Merisio diz trabalhar “como candidato, não como pré-candidato”. Isso significa compor desde já aliança que lhe dará sustentação caso consiga viabilizar a candidatura. Acertou com o PSB de Paulo Bornhausen, interveio na convenção do PP para isolar Esperidião Amin, amarrou outros quatro partidos menores. Sabe que sem o fato consumado pode ter a pretensão de concorrer inviabilizada pelos adversários internos.

Mariani faz movimentos quase opostos. Diz que conversa com outros partidos, mas que não acredita em definições tão antecipadas. No PMDB, recebeu o aval público do senador Dário Berger e do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, mas ainda convive com o silêncio enigmático do prefeito joinvilense Udo Döhler - última alternativa de manutenção da aliança com os pessedistas. Perguntado se a candidatura é irreversível, apresenta uma resposta com tom de desafio, mas que também é a de quem sabe que tudo pode acontecer dentro do maior partido do Estado.

_ A minha candidatura não é irreversível, irreversível é minha pré-candidatura. Se alguém quiser levar o nome à convenção, vamos disputar.

Aí surge, enfim, algo em que Merisio e Mariani se parecem. Ambos parecem não ter medo de perder a eleição de 2018. Sabem que podem sair dela maiores do que entraram.

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