Governo Pinho Moreira reaquece disputa no PMDB Divulgação / Facebook PMDB de Santa Catarina/Facebook PMDB de Santa Catarina

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As placas tectônicas da política catarinense estão se mexendo. A região mais atingida neste momento é o PMDB, que passou a viver a contagem regressiva para retomar o comando do governo do Estado do qual abriu mão no longínquo 25 de março de 2010 - dia em que Luiz Henrique da Silveira renunciou para concorrer ao Senado.

ENTREVISTA EXCLUSIVA: Eduardo Pinho Moreira quer mudar secretários em fevereiro, defende a volta da tríplice aliança e diz que não está fora do jogo

Ao anunciar o início do processo de transição no final de janeiro, licença em fevereiro e renúncia apenas em abril, o governador Raimundo Colombo (PSD) produziu uma fala milimetricamente pensada para evitar atritos entre os sócios do condomínio governista. Mas ficou claro que depois do Carnaval, em 14 de fevereiro do ano que vem, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) será governador de fato - mesmo que ainda precise esperar um mês e meio para fazer a mudança para a Casa d’Agronômica. 

Fiel a seu estilo, Colombo decide deixar governo aos poucos 

Assim, o Estado passa a viver desde já as especulações de transição. Pinho Moreira quer reformar o secretariado já em fevereiro. Conta para isso com a saída dos seis deputados estaduais que estão no governo e de outros nomes que pretendem concorrer em outubro, como Murilo Flores (PSB), do Planejamento. Nesse movimento, mudam as pastas da Saúde, do Turismo, da Agricultura, do Desenvolvimento Econômico, da Justiça e Cidadania e da Infraestrutura.

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Além das posições dos futuros candidatos, Pinho Moreira antecipa mudanças no coração do governo: a Casa Civil e a Fazenda. O primeiro posto terá solução caseira, com o adjunto Luciano Veloso assumindo a posição de Nelson Serpa. Para cuidar do cofre, o peemedebista diz que vai buscar um nome de carreira _ que não deve ser Renato Lacerda, interino no cargo desde novembro.

A pressa de Pinho Moreira indica o ímpeto de que não desistiu de voltar ao quadro de pré-candidatos a governador — embora continue ressaltando apoio ao deputado federal Mauro Mariani. Outro movimento tectônico nos lados peemedebistas aconteceu ontem em Joinville. Ao vivo no Bom Dia Santa Catarinao prefeito Udo Döhler fez sua primeira declaração contundente sobre participar da eleição de 2018 e se colocou à disposição do partido.

Todos vão dizer que não, colocar panos quentes, etc. Mas a verdade é que o PMDB voltou a ter três pré-candidatos a governador — que podem ser quatro. Uma fila em que Mariani ainda está na primeira posição, mas ameaçado.

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