Foto: Arquivo Pessoal/DC

Zona de conforto. Cada vez usa-se mais este termo para designar aquele estágio em que não se vai mais nem para a frente nem para trás. Fica-se ali, estagnado, usufruindo do que foi obtido até então mas sem ousar ir adiante, rumo ao desconhecido. Isso é muito comum na vida profissional. Depois de um certo tempo de carreira, a maioria das pessoas costuma estacionar, ficar onde se sente seguro, na sua própria ''zona de conforto''. O profissional, mesmo entendendo bastante do seu ofício, faz apenas aquilo que lhe é exigido, cumpre com suas obrigações, não deixa a desejar, mas, por comodidade, insegurança ou as duas coisas juntas, acaba deixando de viver coisas novas, descobrir novos desafios e continuar aprendendo.

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Era mais ou menos assim que estava a vida profissional do professor Jonny Carlos da Silva, da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele, porém, resolveu mudar, investir ainda mais em si próprio e descobriu um mundo de oportunidades. Após ter atingido uma boa posição em sua  carreira acadêmica, ele decidiu embarcar em novo sonho: fazer um pós-doutorado no Vale do Silício, nos Estados Unidos. E chegou ainda mais longe, tendo trabalhado durante um ano na  NASA,  a Agência Espacial Norte Americana. A linha de pesquisa de Jonny é a Inteligência Artificial.

Se ele sabia que isso iria acontecer? Não, não tinha nem ideia, mas um desafio o levou a outro e mais outro. Recebeu vários nãos, os quais, diz,  ajudaram a fortalecer sua resiliência. ''Um sentimento de inquietude tomou a minha mente, e eu sabia que era possível conseguir algo a mais, que me tirasse da zona de conforto e me levasse a outro patamar na carreira'' diz o professor. Essa história de superação transformou-se em palestra bem-humorada para universitários e profissionais, enfocando os aspectos do desenvolvimento de carreira e a importância de ser persistente para atingir seus objetivos na vida.

Jonny é professor do Departamento de Engenharia da UFSC desde 1993, tem especialização pelo Kyushu International Center do Japão, foi pesquisador visitante na Universidade de Lancaster, na Inglaterra e pós-doutorado junto à NASA. Um currículo invejável, e motivo de orgulho para a universidade catarinense.  

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