As delícias e os perrengues de morar fora do Brasil Reprodução/

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Eu sempre tive vontade de morar um tempo fora do Brasil. Quando jovem não tive oportunidade nem dinheiro. Naquela época era bem mais difícil do que hoje. Mas isto não quer dizer que desisti da ideia. Quem sabe mais adiante? Não seria nada mal passar uns seis meses na Toscana, por exemplo. Sou apaixonada por programas de turismo, e observo que quase sempre que entrevistam brasileiros que vivem no exterior a conversa é parecida: eles têm muita saudade do Brasil, querem voltar para cá um dia, mas por enquanto não abrem mão de viverem estas experiências internacionais, ainda mais quando se mudaram para países que oferecem melhores oportunidades e condições. A maioria dos brasileiros ganha melhor lá fora do que aqui, mas isso não significa que a vida de um imigrante é fácil.

Segundo dados da Receita Federal, o número de brasileiros que deixou o país em 2016 aumentou 40% em relação ao ano anterior. Em 2015 a Receita recebeu 13.288 declarações de saída definitiva do país, e em 2016 foram 18.663. Desde 2011, o número de pessoas que deixou legalmente o Brasil não para de crescer, e os destinos escolhidos mais frequentemente, por ordem, são os Estados Unidos, o Canadá  e o Reino Unido. Isso, sem falar naqueles que emigraram ilegalmente, que são muitos também. 

Para quem tem vontade de morar fora do país e quer saber mais sobre o assunto, uma boa opção é adquirir o livro Atravessando o Oceano, os Desafios Enfrentados ao Mudar de País, da  jornalista Silvia Lourenço, que está sendo lançado agora em abril. Ela mudou em 2013 com a família para Londres, na Inglaterra, realizando um sonho acalentado desde a infância. "Quando a oportunidade surgiu através do trabalho do meu marido não pensamos duas vezes, tínhamos a ideia de que a vida em outro país seria mil vezes melhor, é o que todo mundo espera. O que as pessoas não sabem é que a mudança e adaptação implicam em uma série de desafios, que geralmente são tão grandes quanto os que vivemos no nosso país, ou ainda maiores", diz. 

O livro tem trechos emocionantes e também muito divertidos sobre a saga familiar - ela foi para Londres com o marido e a filhinha de apenas um ano -, bem como os  contratempos, as trapalhadas e perrengues enfrentados durante a preparação e depois da mudança. O livro passa uma mensagem de entusiasmo pela escolha, pela vivência e pelo legado que essa experiência internacional pode proporcionar.

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