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Aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 2012, a data de 20 de março foi proclamada como o Dia Internacional da Felicidade. Para organizar o ranking dos países mais felizes do mundo, a Organização analisou vários índices ligados à economia, meio ambiente,  urbanismo, saúde e políticas públicas voltadas à população. Foram ranqueados 156 países, e o Brasil ficou em 17º lugar. Me parece meio irônico comemorarmos esse dia no Brasil atualmente, já que nossos indicadores sociais e econômicos não têm deixado muita gente feliz, pelo contrário. 

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Independente do que mostrar o novo levantamento da ONU, a ser divulgado nas próximas horas, a percepção que temos atualmente é que o brasileiro, de forma geral, tem bem pouca coisa com o que se alegrar. Só se ouve falar em corrupção, roubalheira, desvio, maracutaia, falta de recursos para hospitais e educação, emergências fechadas, escolas depredadas, tráfico comandando bairros inteiros, desemprego, aumento desenfreado de preços, estradas esburacadas, insegurança pública, desemprego, carne podre... Está difícil de achar coisas boas quando se pensa no coletivo, na felicidade geral da nação. Elas existem, claro, mas ficam sufocadas diante dos problemas cada vez mais complexos e, aparentemente, insolúveis que vemos desfilar diante de nossos olhos diariamente.

A ideia de medir o índice de felicidade nos países nasceu no reino do Butão, país asiático encravado na Cordilheira do Himalaia, que mede o desenvolvimento de sua nação através do índice nacional de Felicidade Interna Bruta, a FIB.  É um conceito de desenvolvimento social integral,  criado em contrapartida ao Produto Interno Bruto (PIB). Desde  1972, o rei Singye Wangchuck assumiu o compromisso de construir uma economia baseada no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade surge quando o desenvolvimento humano e o material são simultâneos e complementares. E o país tem conseguido equilibrar esta balança. Nós, infelizmente, ainda estamos muito longe deste dia.

 Entre os pilares que sustentam a Felicidade Interna Bruta de uma nação destacam-se a educação para a inclusão social, a preservação e promoção dos valores culturais, o desenvolvimento sustentável, a boa governança, a saúde na garantia da vida, a diminuição da jornada de trabalho na promoção do tempo livre e do lazer, o estímulo à participação em atividades esportivas, a igualdade entre gêneros e a liberdade de pensamento.  O dia em que o Brasil conseguir atingir estes objetivos seremos, sim, o povo mais feliz do planeta. O difícil _ se não impossível _ é chegar lá.   


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