Asilo Irmão Joaquim precisa da ajuda da comunidade Divulgação/Divulgação

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Quando a gente ouve a palavra asilo dá um frio na espinha. No imaginário popular, logo vem à mente um lugar feio, insalubre, um verdadeiro depósito de idosos, jogados num canto à espera que a vida siga seu rumo. Mas isso não condiz com a realidade, pelo menos não sempre. O Asilo Irmão Joaquim, localizado no Centro de Florianópolis e que funciona ininterruptamente há 110 anos, é um lugar que vale a pena conhecer. Uma casa ampla, arejada, bonita, limpa, cujos janelões deixam entrar a luz do sol. Abriga hoje 40 idosos, todos com mais de 60 anos. Eles são muito bem cuidados por uma equipe formada por funcionários e voluntários.

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Estive lá pela última vez no ano passado, para entrevistar o senhor Mário Machado, que acabara de completar 101 anos de idade, muitos deles passados dentro do Asilo São Joaquim. No dia de seu aniversário seus familiares fizeram uma festa surpresa na casa. ''Era tanta gente que tinha sobrinhos que eu nem conhecia'', me contou, feliz da vida. Quando nos despedimentos, ele me levou até a porta (sempre acompanhado de sua bengala e sem abrir mão de seu charmoso chapéu Panamá) e disse: ''Apareça mais vezes. Tenho muita coisa pra te contar''. Eu prometi que voltaria, mas não deu tempo. Seu Mário morreu pouco tempo depois.

Pois o Asilo Irmão Joaquim, que abriga tantos velhinhos como o Seu Mário, agora pede socorro para continuar com as portas abertas. A casa tem 33 funcionários registrados e mais 25 voluntários fixos, além de parceiros eventuais. É mantida com recursos da Maternidade Carlos Corrêa, que também integra a Associação Irmão Joaquim. Só que, com a crise, o dinheiro que entra tem sido pouco para tantas despesas. ''Estamos precisando do auxílio da comunidade'', diz o secretário Vitor Warken Filho, que faz seu trabalho de forma totalmente voluntária. Ele enfatiza, entretanto, que antes de fazer qualquer doação, quer que as pessoas conheçam a instituição e seus moradores. É impossível sair de lá sem ter vontade de ajudar a instituição e seus moradores.

Estão em falta alimentos (leite integral, óleo de cozinha, café em pó, feijão, frango, bolacha salgada, suco em pó, gelatina, massa e extrato de tomate); artigos de uso contínuo dos idosos, como fraldas geriátricas (G e GG) e produtos de higiene; produtos de limpeza e de uso pela enfermagem, como luvas descartáveis, copo descartável de 50 ml (medicação), álcool 70% (líquido), papel toalha, sabonete líquido, gaze, ataduras, micropore, esparadrapo, aparelhos de pressão e termômetros. 

As doações podem ser entregues das 7h às 19h, diariamente, e as visitas ocorrem das 14h às 18h (de segunda a sexta) e também de manhã, das 9h às 11h, nos sábados, domingos e feriados. Quem preferir ajudar com dinheiro, basta depositar qualquer quantia na conta do asilo do Banco do Brasil, Agência 3174-7, conta corrente 105014-1. Mas o ideal mesmo é conhecer a casa antes da doação. Com certeza quem conhece quer voltar, nem que seja só para conversar com os idosos, cuja carência maior _ eles repetem sempre isso _ é a de companhia.

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