De Pequim a Londres: Uma aventura por 28 países em dois meses  Divulgação/Richard Amante/

Foto: Divulgação/Richard Amante


Sabe aqueles livros que quando você começa a ler perde totalmente a noção do tempo? Isso aconteceu comigo a partir do momento em que li as primeiras páginas de Cruzando continentes: a incrível jornada de Pequim a Londres em 56 dias, do jornalista gaúcho Richard Amante, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. O livro é muito mais do que um diário de viagem, e o leitor não cansa de acompanhar as aventuras de um grupo de amigos (Amante e os irmãos que saiu de Pequim, na China, e viajou por terra _ de todos os meios de locomoção imagináveis _ até Londres, chegando lá no dia em que ocorria a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, exatamente como eles haviam planejado. Isso não significa que tudo deu certo no longo e difícil percurso de mais de 22 mil quilômetros de viagem, mas é justamente aí que reside o grande barato da história. Afinal, uma aventura sem imprevistos não chega a ser uma grande aventura. Ao chegar à última página, um suspiro prolongado. Que história! Esses caras viveram naqueles dois meses o que a grande maioria de nós não vive durante uma vida inteira.

Foto: Divulgação/Richard Amante

Tudo começou na China, onde Amante e dois amigos, Edgar e Paulo Scherer, residiam e trabalhavam na época. Eles haviam assistido juntos à Olimpíada de Pequim, e um deles deu a ideia de levarem o ¿espírito olímpico¿ de Pequim a Londres nos jogos seguintes. O que era uma brincadeira virou assunto sério e começaram os longos preparativos. Na bagagem, além de ansiedade, expectativa e muita vontade de viver grandes histórias, havia uma tocha olímpica de plástico e papel, e uma bola de futebol. Em cada um dos 28 países pelos quais passaram, eles corriam com a tocha, muitas vezes acompanhados por locais, e jogavam uma bolinha, claro que acompanhados por olhos curiosos dos moradores. Não é preciso nem dizer que os brasileiros fizeram amigos em todos os lugares.

Foto: Divulgação/Richard Amante

Na noite de terça-feira Richard Amante voltou à UFSC, depois de muitos anos. Desta vez, para contar aos alunos esta incrível jornada, e o que aprenderam com ela. Num trecho do livro, ele também fala sobre isso: ¿Os homens das cavernas da China, o trator na entrada do Cazaquistão, a carona em uma viatura da polícia em Almaty, a carroça de burro na fronteira com o Uzbequistão, a estrada horripilante do Tajiquistão, o futebol com crianças e adolescentes em vários países, as corridas com a tocha, a balsa para entrar na Bulgária, o hostel ilegal na Romênia... Tínhamos passado por tantos lugares e tantas experiências incríveis, conhecido tantas pessoas, enfrentado alguns poucos problemas e, acima de tudo, nos divertido muito. Em breve chegaria ao fim esta tão espetacular viagem que certamente mudaria para sempre a maneira como cada um de nós via o mundo¿.  

No início, viajaram num Santana 2005 chinês, que ficou pelo caminho. Trator, carroça, moto, táxi, ônibus, balsa, balão, navio, burro, usaram todo meio de transporte até chegar à Europa Ocidental, quando ao trio se juntaram mais dois amigos, Bruno e Lucas. Numa van alugada, os cinco seguiram para a festa de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Viveram situações de risco, negociando com gente que falava línguas incompreensíveis, cruzando fronteiras, rios, mares, montanhas, desertos e florestas. Com tantos vídeos e fotos incríveis dessa aventura, foi preciso criar um livro multimídia usando realidade aumentada. Para cada capítulo, há uma página na Internet com as imagens que não couberam nessas 320 páginas e vídeos que mostram em detalhes os momentos mais marcantes da Expedição Olímpica 2012.

O livro está sendo lançado na noite desta quinta-feira, dia 10, no Seo Brasil – Boteco Sim Senhor, no bairro de Coqueiros, em Florianópolis, das 19h às 23h. Uma nova chance de ouvir detalhes desta incrível aventura. Na próxima semana Richard Amante parte para o Canadá, onde deve residir pelos próximos anos, sempre em busca de outras experiências.


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