Foto: Divulgação

Ana estava na fila do caixa de uma loja de departamentos no shopping e a filha, Camila, de cinco anos, brincava por ali. A mãe ficava com um olho na fila e outro na menina, pedindo para ela não se afastar. Quando chegou a sua vez de pagar as compras, distraiu-se por um minuto e a garotinha sumiu de sua vista. Desesperada, a mãe deixou as roupas no balcão e começou a procurar a criança. Nada. Procura daqui, procura dali e o desespero só aumentando. Em questão de minutos a mãe já estava em pânico, mobilizando a atenção da loja inteira. Até que alguém viu a menina agachada atrás de uma arara de roupas. Ela estava se escondendo só de brincadeira. A mãe não sabia se ria ou se chorava, mas com certeza foi um dia que ela não vai esquecer tão cedo. E provavelmente Camila também não, porque furiosa do jeito que a mãe ficou, a reprimenda deve ter sido grande.

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Muitos pais já passaram por situações semelhantes. Eu vivi uma assim, só que no meu caso foi em casa. Meu filho,acho que tinha uns cinco anos, se escondeu atrás do sofá da sala ao chegar da aula, só de brincadeira. Acontece que ele pegou no sono, e não o achávamos de jeito nenhum. Saí desesperada na rua, na casa dos coleguinhas, e já pensava em chamar a polícia, os bombeiros e sei lá quem mais quando ele acordou com a gritaria toda e apareceu. Que agonia! A sensação é estranha, pois ao mesmo tempo em que ficamos felizes e aliviados com o fim da agonia, dá vontade de esganar a criança, que quase nos matou do coração.

O problema é que estas histórias nem sempre tem finais felizes _ e podem acontecer em qualquer família. As crianças somem num piscar de olhos, e não é difícil que se percam, ou que sejam atraídas por alguma pessoa mal intencionada, ou que participem de desafios com os amigos que os coloquem em risco. Como prevenir ou proteger nossos filhos dessas situações que podem ter um final desastroso? O papel dos pais é de orientar, guiar e preparar. Não dá para viver a vida dos seus filhos, nem colocá-los em uma redoma, porque em algum momento eles vão estar sozinhos. Seja na escola ou dentro de casa, vão aparecer situações de perigo inimagináveis e se a criança não tiver noção do perigo e de responsabilidade, será muito difícil evitar um problema. Pode ser que nunca aconteça, mas se acontecer, o ideal é que o filho esteja preparado.

Com informação e orientação ela vai saber reagir caso seja convidada a dar um passeio sem autorização dos pais ou dos responsáveis, se um estranho oferecer um doce ou se um coleguinha o convidar para fazer algo arriscado. As crianças têm que entender o perigo, e cabe a nós, adultos, prepará-las. Uma dica: a internet pode ser uma excelente aliada neste quesito. Já que os pequenos gostam tanto dos joguinhos eletrônicos, existem aplicativos que ajudam na educação deles. Um muito interessante é o Timokids, que pode ser baixado gratuitamente e que ajuda pais e professores, por meio de histórias e jogos, a conversar com as crianças sobre questões importantes que devem enfrentar durante o crescimento. Ela vai aprender, entre muitas outras coisas, noções de segurança de uma forma lúdica. O Timokids faz sucesso em mais de 190 países, está disponível em quatro línguas e participa de ações sociais em parceria com empresas, ONGs e entidades governamentais, levando conteúdos educativos para milhares de crianças.                  

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