Foto: Claudio Vaz

 A campanha Heróis doadores de medula óssea criada voluntariamente pela Propague no início deste ano para a APAR - Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina, infelizmente ainda está longe de atingir os números projetados para 2017, tanto na Capital e quanto no interior. A meta inicial era ampliar o cadastro em 10 mil possíveis doadores, que não foi concretizada. Até agora, 5.475 cadastros foram feitos neste ano. Segundo Humberto Mendes, presidente da APAR, em Florianópolis foram cadastrados 1.233 voluntários ao longo do período, enquanto em Lages apenas 214, em Joaçaba 235 e em Chapecó 348. ''É um número baixo, se formos olhar o histórico dessas importantes cidades, formadas por  famílias doadoras de órgãos'', diz o presidente.

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Estão na fila de espera de um possível doador  72 pacientes em Santa Catarina. O problema é que, devido à fragilidade da sua saúde, muitos doentes não conseguem aguardar durante muito tempo por um transplante. É sempre uma corrida contra o relógio. Quando uma pessoa tem leucemia, linfomas ou tumores na medula, ela precisa de um doador compatível, pois é necessário substituir a sua medula óssea doente por outra saudável, e isso é realizado por meio de um transplante.

O processo todo para quem quer ser um doador voluntário não demora mais de 10 minutos. É só preencher o cadastro e depois retirar uma amostra do sangue, que irá para análise. Qualquer pessoa saudável entre 15 e 55 anos pode se cadastrar como doadora no Hemosc da Capital ou nos hemocentros do interior do Estado. Inicialmente são colhidos cinco ml de sangue, que será analisado, classificado e lançado no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea – REDOME. No caso de compatibilidade, novos e rápidos exames são realizados. O problema é que a chance de encontrar uma medula compatível é de 1 em 100 mil (em média). Por isso, é muito importante que tenhamos um número elevado de voluntários cadastrados. Só assim será possível aumentar também a possibilidade de se encontrar um doador compatível. 

Humberto Mendes diz que o baixo número de novos doadores voluntários pode ser visto como resultado de dois problemas vividos em SC: a falta de recursos do Hemosc pela reconhecida dívida do Governo do Estado,  e a não conscientização de boa parte da sociedade sobre a importância da doação de medula óssea  e da dificuldade de se encontrar um doador compatível. ''É difícil de entender como Santa Catarina, considerado o Estado que tem a melhor captação de órgãos do Brasil não consegue ser solidário no cadastramento de doadores de medula óssea'', desabafa o presidente da APAR.

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