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Dia das Crianças. Dá saudade quando me lembro dos meus filhos pequenos, das surpresas que fazíamos para eles nesta data, dos passeios,  da comidinha especial. Precisava de tão pouco para deixá-los felizes! Hoje, parece que por mais que os pais se esforcem (muitas vezes até gastando bem mais do que deveriam), as crianças, salvo exceções, mostram-se eternamente insatisfeitas. Não há diversidade de brinquedos, roupas, alimentos, celulares e jogos eletrônicos que consiga satisfazê-las. A culpa é delas? Bem provável que não. Desde pequenos são acostumados a passar boa parte de seus dias no computador ou em frente de uma televisão onde só se ouve e lê a mesma coisa: ''compre, compre, compre....''. É tanta a influência que elas crescem associando felicidade a consumo, o que é errado.

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Os pais precisam aprender a lidar com este permanente ''quero mais'' dos filhos. Não é satisfazendo todas as vontades das crianças (e dos adolescentes) que vão conquistar o amor, o respeito e admiração dos filhos. Eles até podem ficar felizes e agradecer ao ganhar o brinquedo novo, a viagem a Disney, o computador mais moderno. Mas em pouco tempo a euforia passa, e eles já terão em mente um novo objeto do desejo, e outro, outro, outro, nunca achando que já têm o suficiente.  Mas os filhos não nascem com uma personalidade forte e decididos em relação ao que desejam. A capacidade de lidar com frustração, de ser grato pelo que ganhou e de escolher um presente dentro dos limites de preço estabelecido pelos pais é aprendida ao longo da primeira infância. ''Isso eu não posso comprar agora'' é geralmente mais sofrido de ser dito pelos pais do que de ser ouvido pelos filhos.

Respeito e admiração de filho se conquista com muita conversa, orientação e bons exemplos. Os  sim para tudo e o consumo exagerado precisam dar lugar à construção de uma amizade e a um diálogo transparente e franco. ''A saída possível é orientar, construir e acompanhar'', como diz o escritor japonês Ryuho Okawa, autor do livro Think BIG - O poder para criar o seu futuro. Um bom presente neste Dia da Criança? Okawa sugere:  Uma dose redobrada de amor e compreensão.  A causa fundamental dos problemas da vida encontra-se na família, na infância, e muita gente chega à maturidade sem os ter superado, diz ele. O modo de pensar e viver do indivíduo na infância é o ponto de partida, por isso tem um significado importantíssimo. Mas acontece que a família ideal, sem nenhum tipo de problema, simplesmente não existe, e é preciso tentar melhorar a cada dia. ''Diante de tantos desafios dos tempos modernos, é fundamental proporcionar uma boa formação humana e espiritual às crianças. Que por meio do amor, do diálogo, da compreensão e busca de ajuda (se necessária), cada um descubra o melhor caminho para cumprir sua missão'', ressalta o escritor.

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