Foto: Divulgação

Ao voltar para casa ontem, já no início da noite, vi uma cena pouco comum. Apesar do calor de verão, um homem bem gordinho, vestido de Papai-Noel, com touca e tudo, comia tranquilamente um cachorro-quente sentado em um banquinho, ao lado de um trailer de lanches, numa calçada do bairro. Não sei se ele estava voltando de um dia de trabalho ou se forrava o estômago antes de iniciar a labuta. Mas a cena chamava a atenção. Fui embora pensando que já estamos quase na metade de dezembro e _ não sei se sou só eu ou se esta é uma percepção geral _  mas não sinto no ar aquele clima de Natal de antigamente. Com exceção dos shoppings decorados, pouca coisa indica que estamos há apenas duas semanas da data mais importante do mundo cristão.

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Sobre este tema, o leitor Jonas Bork, de Florianópolis, mandou uma sugestão à coluna, que reproduzo aqui. Com certeza muita gente vai se identificar e concordar. Diz ele: ''Se for possível, fale um pouco sobre o que é a simplicidade do Natal. Por exemplo, mamãe fazendo doces decorados, papai cuidando da limpeza dos jardins, dos pomares e da frente da casa. Falo isso por que nasci e cresci na roça. Os filhos ajudando na limpeza da casa, todos felizes, o cheiro do cipreste ou do pinheiro, o colorido das bolas de Natal, as velas simbolizando a luz. A ceia depois da missa ou culto, família reunida, mas, acima de tudo, o verdadeiro sentido , que é o nascimento de Jesus Cristo, o salvador. Toda essa preparação que falei anteriormente é para comemorar o nascimento, uma nova promessa. E por fim, os presentinhos, que não precisam ser caros. Gostaria que neste Natal as pessoas desviassem um pouco o olhar dos celulares, dos tablets, da TV, dos jogos, e vissem que existe algo superior: a família,  a amizade, a fraternidade, o amor e a tolerância.''

Tem razão o leitor. Este é (ou deveria ser) o verdadeiro espírito de Natal. As duas próximas semanas prometem ser de grande agitação no comércio, de muita propaganda natalina na TV, de muito congestionamento no trânsito, de supermercados lotados. Mas é uma excelente oportunidade também para parar e refletir sobre nossas atitudes, e procurar melhorar. O ano foi de muita correria, quase não teve tempo para a família, para os filhos, para rever os pais ou os avós? Quem sabe este pode ser o Natal da união, da reconciliação, do diálogo. Presente é bom sim, mas o essencial continua sendo o que vem do coração.

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