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Se tem uma coisa que me dá dó é ver os papais-noéis que trabalham pelas ruas da cidade. Sol de mais de 30 graus e eles tendo que fazer cara de alegres com aquela roupa toda, gorro e botas, além da barba. Coitados. Será que ninguém nunca pensou em mudar esta tradição ou adequá-la para o clima dos países tropicais? Quem sabe uma bermuda e uma camiseta vermelha, um boné e sandálias? Tenho muita pena do bom velhinho… Não merecia esse sofrimento todo. Essa coisa de tradição é engraçada. Alguém, em algum lugar do mundo tem uma ideia, e ela pega e se propaga, assim como foi com o papai-noel, que a gente reproduz com o passar dos séculos, mas que sequer sabemos onde e porquê ela se originou.  Veja alguns exemplos.


Árvore de Natal. Parece que se a gente não faz o tradicional pinheirinho, não é Natal. Só o que mudou com o passar do tempo foram os enfeites. As tradicionais bolinhas de vidro de antigamente se transformaram nas práticas bolas inquebráveis, que duram tanto que a gente até enjoa. E as velas que enfeitavam os galhos _ e que às vezes queimavam as casas também _ foram substituídas pelas luzinhas pisca-pisca e agora pelas mangueiras de led. Podem não ser tão românticas quanto as velas, mas ganham muito em praticidade e agilidade na hora de ornamentar a casa para o Natal.


Enfeite na porta de casa. O uso de guirlandas como símbolos de vida era um costume antigo dos egípcios, chineses e hebreus, entre outros povos. A veneração da árvore era uma característica comum entre os povos teutônicos e escandinavos do norte da Europa antes de sua conversão ao cristianismo. Eles decoravam portas com vegetação na virada do ano novo para espantar os demônios. Mais tarde, o enfeite com folhas espinhosas e frutas vermelhas entrou em uso no feriado para lembrar aos povos da coroa de espinhos usada por Jesus na crucificação. Com o passar do tempo, outros enfeites de porta passaram a ser usados também, mas as guirlandas continuam sendo as preferidas, inclusive aqui no Brasil.


Troca de presentes. Este é um costume mais antigo do que o feriado natalino em si. Antigamente, costumava-se realizar festivais pagãos no fim de dezembro. Um deles _  o Ano Novo Romano _ pode ter influenciado o feriado cristão, uma vez que as casas eram decoradas com folhagens e luzes, e presentes eram dados às crianças e aos pobres. Como as tribos germânicas da Europa aceitaram o cristianismo e começaram a celebrar o Natal, este também passou a conter a troca de presentes. Mas cada país faz isso à sua maneira. Na Islândia, por exemplo, é tradição na noite de Natal dar livros de presente e, depois do jantar, toda a família senta para ler. Isso vem desde a Segunda Guerra Mundial, quando, por conta das restrições às importações, a população começou a presentear com livros, que eram impressos no próprio país.


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