Eles não tem os bilhões de seguidores dos grandes influenciadores digitais, nem faturam (ainda) altas cifras, mas tem um poder de engajamento talvez até maior, além de um potencial incrível de gerar influência e identificação. Os micro-influencers integram um movimento novo, de cerca de dois anos, que começou a olhar para o poder de pequenos youtubers e instagramers locais. 

Marcelo Barcelos, professor de graduação e pós em Mídias Digitais e Jornalismo insere essa nova tendências em dois movimentos: um deles é a crescente força e interesse pelo conteúdo local, que também que leva grandes mídias a olharem para seu quintal dando importância ao componente geográfico (me influencia mais que está mais próximo ao meu bairro). Outro ponto que leva força aos micros é a maneira autêntica e interativa com que lidam com as redes. 

- Muitos influencers que atingem uma pseudofama começa a menosprezar sua audiência, e deixam de interagir com os seguidores, não respondendo aos comentários, por exemplo. A superprodução que assumem para gerar conteúdo também gera uma perda de naturalidade e de engajamento, o que na teoria são os pontos fortes de influencers digitais.  Já vemos um processo de desinteresse da audiência nos grandes influencers e de inscrições em canais de micros mais autênticos,  genuínos e  independentes - pondera Marcelo, que também destaca a hipersegmentação como um ativo importante oferecidi pelos menores.

Dentro dessa onda, os menores, que não falam para grandes e heterogêneas audiências como acontece com quem atinge milhões, podem ser hipersegmentados falando para nichos específicos. 

Em texto publicado em seu site próprio, o apresentador e publicitário Caio Braz explica um pouco mais esse perfil : 

- Ele saca de temas pontuais, está bem mais próximo de seus seguidores e tem maior facilidade de comunicação com essas pessoas, formando um grupo onde o diálogo é real e consistente. Por isso mesmo, ele é o novo foco da propaganda online! 

Foto: reprodução

Ficou sem entender o conceito? Marcelo Barcelos indica alguns influenciadores catarinenses que se enquadram nesta nova onda:

> O midiólogo Marcelo Nunes já começa a ganhar fama e repercussão nacional, sem perder o foco local com o Nerd News. Já se monetizou e hoje faz vários modelos de anúncio no canal.

> A jovem Marina Melo, a Pink, fala de cultura digital, dos embaraços da vida adulta e dos dissabores da excentricidade.  

> Helen Morete conta como é viver em Blumenau, entre o trânsito, a vida social e ter que pagar as contas, todo mês.

> Vitor Liberato fala um pouco de moda, mas tem pegada lifestyle. Conteúdo original, nativo e que fala de viagem e lifestyle com propósito.


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